Ouattara e Gbagbo tomaram posse na Costa do Marfim
Alassane Ouattara deveria ser o futuro presidente marfinense. O antigo primeiro-ministro teria obtido 54,1% dos votos contra 45,9% para o chefe de Estado cessante, Laurent Gbagbo. O Conselho constitucional e a candidatura de Gbagbo contestaram estes resultados.
A Comissão de eleições proclamou só nesta quinta-feira os resultados provisórios da segunda volta das eleições presidenciais marfinenses. O prazo legal expirara já na véspera pelo que eram muitos os sectores a apelar a que aquele órgão avançasse com o nome do vencedor.
O compasso de espera ficara marcado por desacatos em Abidjã que teriam provocado oito mortos junto de uma delegação de Ouattara na zona da capital económica marfinense.
O presidente cessante não terá conseguido obter a legitimidade das urnas, mas a sua candidatura contestou já os dados avançados alegando esperar pelas decisões do Conselho Constitucional.
É, com efeito, este órgão que se deve pronunciar sobre os recursos apresentados.
O Conselho Constitucional, por sua vez, veio a público contestar os resultados divulgados, visto que a Comissão de eleições não anunciara atempadamente os dados desta segunda volta das presidenciais na Costa do Marfim.
Para o Conselho Constitucional o vencedor terá sido Laurent Gbagbo, este órgão invalidou, nomeadamente, a votação em vários circulos eleitorais do país. A comunidade internacional reconheceu, porém, a vitória de Ouattara.
Não obstante esta situação Gbagbo tomou posse neste sábado, Ouattara, que recebeu o apoio da União Africana, acabou por tomar também posse no mesmo dia através de uma carta dirigida ao Conselho Constitucional.

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