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Artigo publicado em 08 de Fevereiro de 2012 - Atualizado em 08 de Fevereiro de 2012

Previsões apontam para novas intempéries em Moçambique

Vista aérea do estuário do rio Pungué, Sofala, centro de Moçambique
Vista aérea do estuário do rio Pungué, Sofala, centro de Moçambique
Miguel Martins/RFI

Miguel Martins

O estado do tempo em Moçambique nos próximos dois meses pode continuar crítica. 40 pessoas já perderam a vida nas intempéries que fustigaram recentemente o país e que afectaram 119 mil cidadãos.

As previsões meteorológicas apontam para que a partir desta quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012, se voltem a registar precipitações acima dos níveis normais que se poderiam prolongar até ao final de Março.

Esta é uma situação que mereceu, mesmo, a atenção do Conselho de ministros desta terça-feira. As populações mais vulneráveis são aquelas que vivem ao longo do rio Zambeze.

A zona centro (províncias de Sofala e Zambézia) poderão ser as mais afectadas. O nível do rio Zambeze estaria já acima do nível médio também nos países limítrofes pelo que poder-se-ão registar decargas de barragens ao longo desta via fluvial.

A própria Hidroeléctrica de Cahora Bassa, em Tete, centro do país, vai continuar a efectuar descargas, atingindo-se os 3 mil metros cúbicos por segundo.

Todo o país, porém, será fustigado pelas chuvas que poderão voltar a provocar enxurradas com as consequentes ameaças de desalojamento às populações ribeirinhas.

O governo moçambicano promete fazer um acompanhamento semanal da situação até ao fim da época chuvosa por forma a providenciar a assistência devida às populações.

O balanço actualizado das últimas intempéries situa-se agora em 40 mortos e 119 mil pessoas afectadas.

tags: África - África Lusófona - Cheias - Moçambique
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