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Artigo publicado em 18 de Julho de 2012 - Atualizado em 19 de Julho de 2012

Economia e segurança alimentar na ementa da CPLP

Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano
Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano
Liliana Henriques

Cristiana Soares / Liliana Henriques

Segurança alimentar, situação política na Guiné-Bissau, adesão da Guiné Equatorial e a revisão de estatutos da CPLP vão dominar a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da organização. O encontro está marcado para dia 20 de Julho em Maputo.

A Cimeira de Maputo começou a nível de grupos de trabalho, enquanto ainda não se aborda a questão da Guiné-Bissau ou o controverso dossier do pedido de adesão da Guiné Equatorial à CPLP.

Desde a manhã desta quarta-feira, que começou a nível de peritos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e organizações da sociedade civil dos países membros, uma reunião sobre a segurança alimentar. Um dos lemas da cimeira e também uma das prioridades definidas por Moçambique que a partir de sexta-feira passa a assumir a presidência rotativa da CPLP.

De acordo com dados fornecidos pela organização, existem cerca de 28 milhões de pessoas desnutridas no espaço lusófono, 35% dos quais em Moçambique.

Alciado Zugunza, especialista em gestão de conflitos no Centro de Estudo e Transformação de Conflitos de Moçambique, entrevistado por Cristiana Soares, analisa os temas que vão estar em debate na cimeira e avançou, ainda, que a cooperação e o acordo ortográfico também vão merecer atenção dos dirigentes políticos.

Alciado Zugunza, especialista em gestão de conflitos no Centro de estudo e transformação de conflitos de Moçambique
 
18/07/2012
 
 

Na tarde desta quarta-feira, foi apresentada a versão em Língua Portuguesa da edição 2012 do relatório sobre perspectivas económicas para África, um documento elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Durante a apresentação, na qual participava o secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, bem como o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Eduardo Koloma, foi colocada em destaque a problemática do emprego entre os jovens em África.

Segundo os oradores, apesar da população do continente ser bastante jovem, é a mais flagelada pelo desemprego. Para tal contribuem diversos factores, entre os quais, um sistema educativo que ainda não está adaptado às necessidades do mercado de trabalho, bem como o factor "risco" que é um travão para a criação de oportunidades.

Na óptica da OCDE bem como do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) há sinais encorajadores para o continente, designadamente para África Lusófona, todavia ainda há muito caminho a percorrer. Uma maior cooperação dentro do espaço lusófono foi apontada como uma das pistas a seguir.

Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP, ao microfone de Liliana Henriques, reagiu ao relatório da OCDE.

Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP
 
18/07/2012
 
 

Quem também está em solo moçambicano para participar neste encontro da CPLP é Raimundo Pereira, Presidente interino deposto da Guiné-Bissau.

Raimundo Pereira, que aproveitou a deslocação para encetar conversações com as autoridades de Maputo. O chefe de Estado deposto com o golpe de 12 de Abril encontrou-se, esta terça-feira, com o Presidente de Moçambique, Armando Guebuza.

Durante o encontro Raimundo Pereira mostrou-se confiante no papel da CPLP na pacificação da situação política militar no seu país.

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo
 
18/07/2012
 
 

tags: África - África Lusófona - CPLP - Golpe de estado - Guiné-Bissau - Moçambique - OCDE
Comentários (1)

É preciso ter muita "lata". O

É preciso ter muita "lata". O lobo com pele de cordeiro, que semeou ventos na Guiné, que deixou que o povo se afundasse mais na miséria, agora anda a passear-se com que dinheiros?. Tambem anda a passar-se por vítima.
Todos os que estão na Guiné são os maus, ele é o único bomzinho nesta novela. O PAIGC da Guiné não o deve querer para seu cabeça de lista. A prova está a vista. Só exibição.

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