São Tomé e Príncipe - 
Artigo publicado em 04 de Dezembro de 2012 - Atualizado em 04 de Dezembro de 2012

Impasse nas negociações políticas em São Tomé e Príncipe

Palácio Presidencial em São Tomé
Palácio Presidencial em São Tomé
Wikimedia

Liliana Henriques

Apesar da tentativa de mediação por parte da Presidência da República, continua a crise política em São Tomé e Príncipe na sequência da adopção pela oposição da moção de censura contra o governo na semana passada.

Depois dos partidos políticos com assento parlamentar terem mantido ontem negociações que desembocaram num impasse, esta terça-feira o Presidente Pinto da Costa recebeu em audiência o Primeiro-Ministro Patrice Trovoada, nenhuma informação tendo filtrado sobre o teor desse encontro.

Paralelamente, a pressão da rua mantém-se. Após uma primeira concentração favorável à ADI -Acção Democrática Independente- na semana passada, o partido que sustenta o governo agendou para esta quarta-feira uma nova manifestação para exigir eleições legislativas antecipadas.

A ADI exige a retirada da moção de censura, esta sendo para o partido no poder a condição essencial para as conversações. Por seu lado, os partidos da oposição argumentam que a moção de censura ao Governo foi decretada pela Assembleia Nacional e que por conseguinte os partidos políticos não têm individualmente meios para alterar a decisão de um dos órgãos da soberania.

Mais explicações com o correspondente da RFI em São Tomé, Maximino Carlos.

Maximino Carlos, correspondente em São Tomé
 

04/12/2012

Ao aludir à génese da crise, Gerhardt Seibert, especialista em São Tome e Príncipe ligado ao Centro de Estudos Africanos de Lisboa considera que a moção de censura ao governo era previsível.

Gerhardt Seibert, especialista de São Tomé e Príncipe
 

04/12/2012

Na óptica de Gerhardt Seibert os cenários possíveis são eleições antecipadas ou a formação de um novo governo, o analista fazendo uma avaliação positiva do desempenho do Presidente São-Tomense na tentativa de estancar a crise política no seu país.

Gerhardt Seibert, especialista de São Tomé e Príncipe
 

04/12/2012

 

tags: África - África Lusófona - Crise política - São Tomé e Príncipe
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