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Artigo publicado em 11 de Fevereiro de 2013 - Atualizado em 11 de Fevereiro de 2013

Vídeo de duas mulheres a serem espancadas choca Angola

Segundo declarações das vitimas, a agressão terà decorrido durante longas horas
Segundo declarações das vitimas, a agressão terà decorrido durante longas horas
DR

Liliana Henriques

Nos últimos dias, a opinião pública Angolana tem-se encontrado em estado de choque desde a difusão de um vídeo que mostra duas mulheres a serem brutalmente espancadas num armazém das imediações de Luanda.

O vídeo posto a circular em algumas redes sociais desde meados da semana passada mostra, num primeiro tempo, duas mulheres a serem fotografadas e filmadas com uma garrafa de champanhe na mão, antes de serem barbaramente agredidas por homens armados com bastões, mangueiras e paus. As duas mulheres, de 39 e 42 anos, terão sido acusadas pelos seus agressores de tentarem furtar a referida garrafa de espumante.

A Procuradoria-Geral da República que teve rapidamente conhecimento deste vídeo informou ter encaminhado um inquérito. A polícia deteve 11 dos presumíveis agressores, entre os quais o proprietário do supermercado Prelex, no Bairro Golf, local onde presumivelmente terão acontecido os factos. Em declarações à imprensa, o dono do estabelecimento comercial confessou ter participado na agressão.

Face à extrema emoção suscitada pelas imagens que foram vistas por milhares de pessoas, foram numerosas as reacções: o Grupo das Mulheres Parlamentares Angolanas, nomeadamente, exigiu a condenação dos autores do crime, a Secretária-Geral da OMA, Organização da Mulher Angolana, Luzia Inglês, reclamou uma "punição severa" e o Conselho de Coordenação dos Direitos Humanos em Angola pediu ao governo que estanque "a impunidade que reina no país".

Ao referir que os suspeitos incorrem penas que poderiam ir até 8 anos de prisão, Ana Paula Godinho, advogada e professora de Direito Civil na Universidade Agostinho Neto, comenta este caso.

Advogada Angolana Ana Paula Godinho
 

11/02/2013

Ao indicar não ter conhecimento de muitos casos de justiça pelas próprias mãos no seu país, a advogada Ana Paula Godinho considera igualmente que não serão frequentes casos dessa brutalidade contra mulheres em Angola, embora reconheça que esta situação só veio a ser conhecida por ter sido denunciada na internet.

Advogada Angolana Ana Paula Godinho
 

11/02/2013

 

tags: África - África Lusófona - Angola - Direitos das Mulheres - Direitos Humanos - Justiça
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