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Artigo publicado em 01 de Agosto de 2011 - Atualizado em 01 de Agosto de 2011

Raúl Castro incentiva adoção de reformas

O presidente de Cuba, Raúl Castro, na semana passada.
O presidente de Cuba, Raúl Castro, na semana passada.
REUTERS/Enrique De La Osa

RFI

O presidente cubano, Raúl Castro, vai pedir hoje à Assembleia Nacional do país apoio para uma série de reformas econômicas que pretende realizar. O plano de modernização vai permitir que, pela primeira vez desde a Revolução cubana, os cidadãos possam comprar e vender uma propriedade e também adquirir qualquer carro, desde que possam pagar.

Outro alvo de polêmica do projeto de Castro é que pretende suprimir um milhão de empregos públicos. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado no Parlamento, em votação que deve ocorrer no final do ano.
Em abril, o Congresso do Partido Comunista apoiou 313 reformas, entre elas o alívio das leis para viagens ao exterior e para a abertura de pequenos negócios.

Desde que substituiu no poder seu irmão Fidel, em 2006, Raúl tem insistido sobre a necessidade de o país se inserir aos poucos em um mercado livre, mesmo que com limitações. Ele completou no domingo o seu quinto ano de governo.

Uma das principais características da revolução socialista de 1959 foi a restrição do acesso à propriedade privada. O sistema atual permite que os cubanos mudem de casa, desde que a negociação não envolva dinheiro, mas sim troca. A nova lei deve permitir a aquisição de apenas uma propriedade, cuja venda será submetida a taxas.

O Parlamento cubano se reúne apenas duas vezes ao ano, por alguns dias. Aos 80 anos de idade, Castro vai ter de enfrentar a resistência dos nostálgicos do regime, instaurado sob as bases da Rússia soviética dos anos 70. “Há os que desejam mudanças e os que se engajam em uma batalha sileciosa para que tudo permaneça como está”, admite a imprensa oficial.

Em uma recente reunião ministerial, o presidente evocou uma situação econômica caótica no país, entravado em obstáculos burocráticos que afetam a agricultura, os investimentos, os transportes e o comércio. Cuba ainda é obrigada a comprar 80% dos alimentos que consome, ao custo de 1,5 bilhões de dólares ao ano. Castro pediu “ordem, disciplina e exigência” de seus ministros, que foram incentivados a fazer um plano de trabalho a longo prazo para a ilha.

Desde que ele assumiu o poder, 325 mil pontos de comércio já foram abertos em Cuba. Além disso, mais de 10% dos 11,2 milhões de cubanos passou a trabalhar para a iniciativa privada.

 

tags: Cuba - Economia - Reforma
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