EUA aprovam novo remédio contra obesidade

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, liberou a comercialização de uma nova versão do medicamento contra a obesidade Qnexa, que vai se chamar Qsymia, do laboratório americano Vivus. Este é o segundo remédio contra o sobrepeso autorizado nos EUA desde 1999.
A Agência de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, liberou a comercialização de uma nova versão do medicamento contra a obesidade Qnexa, que vai se chamar Qsymia, do laboratório americano Vivus. Este é o segundo remédio contra o sobrepeso autorizado nos EUA desde 1999.
O Qsymia, “usado de maneira responsável em combinação com um estilo de vida saudável que inclua uma dieta reduzida em calorias e exercício, é uma opção para quem trata o sobrepeso crônico nos americanos”, disse Janet Wookcock, diretora do Centro para Avaliação de Drogas e Pesquisa da FDA.
A instituição já tinha decidido em junho autorizar o cloridrato de lorcaserin, comercializado como Belviq, do laboratório Arena Pharmaceuticals. Ele foi o primeiro tratamento contra a obesidade aprovado pelo organismo em 13 anos.
O Qsymia foi aprovado para ser usado por pessoas obesas – com um índice de massa corporal de 30 ou mais – ou em pessoas que estão acima do peso e apresentam diabetes, colesterol alto e pressão arterial elevada.
Em dois testes aleatórios, realizados em aproximadamente 3.700 pacientes, observados durante um ano, as doses do medicamento foram associadas a uma perda de peso de entre 6,7% e 8,9%.
“Todos os pacientes mudaram seu estilo de vida, reduzindo calorias em sua dieta e fazendo atividade física regular”, precisou a FDA.
O Qsymia contém fentermina e topiramato, duas drogas que já estão no mercado, indicadas para ajudar a diminuir o apetite e a prevenir convulsões. A FDA advertiu que o Qsymia “não deve ser usado durante a gravidez porque pode provocar malformações fetais”. Também é recomendado para pessoas com glaucoma ou hipertireoidismo. O remédio pode acelerar o ritmo cardíaco e deve ser evitado pelas pessoas com problemas no coração.
A FDA recusou um pedido anterior, em 2010, para comercializar o Qsymia, devido ao risco de efeitos secundários. No entanto, em fevereiro, um segundo comitê de especialistas, convocados pela FDA, recomendou à agência federal, por 20 votos a 2, que autorizasse sua comercialização.
Os especialistas atribuíram sua decisão à análise final dos resultados de ensaios clínicos, que mostraram que os benefícios do remédio para perder peso justificavam os riscos dos efeitos colaterais.

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