Estados Unidos/Violência - 
Artigo publicado em 05 de Agosto de 2012 - Atualizado em 06 de Agosto de 2012

Ataque contra um templo religioso indiano nos Estados Unidos mata 7

Policiais no templo sikh, em Oak Creek, em Wisconsin, em 5 de agosto de 2012.
Policiais no templo sikh, em Oak Creek, em Wisconsin, em 5 de agosto de 2012.
REUTERS/Allen Fredrickson

Pelo menos 7 pessoas morreram, incluindo o atirador, após a invasão em um templo religioso sikh na manhã deste domingo, em Oak Creek, no estado de Wisconsin , no norte dos Estados Unidos. O presidente americano, Barack Obama, e sua mulher, Michele, expressaram “profunda tristeza” pela violência contra a comunidade sikh, originária da Índia.

"No momento em que choramos as perdas em um local de culto, nós lembramos também quanto o nosso país foi enriquecido pelos sikhs, que fazem parte da grande família americana”, disseram em um comunicado divulgado pela Casa Branca

De acordo com a polícia, quatro pessoas morreram no interior e três do lado de fora do templo situado em uma pequena cidade na periferia de Milwaukee, ao norte da cidade de Chicago. A polícia temia que um segundo atirador ainda estivesse no local, mas apenas um homem invadiu o templo e abriu fogo contra os fieis. Três pessoas foram transportadas em estado grave para um hopital de Milwaukee.

Segundo o chefe da polícia local, Bradley Wentlandt, um policial ficou ferido após ser atingido por disparos e o atirador foi morto na troca de tiros. Segundo o jornal Milwaukee Journal Sentinel, uma testemunha disse que o autor do massacre era um homem branco de cerca de 30 anos de idade. Ele teria começado a disparar ao se aproximar de um líder religioso no exterior do templo no momento em que fieis começavam a chegar para uma cerimônia religiosa.

Uma unidade da polícia chegou ao local por volta do meio-dia, pelo horário local, e conseguiu retirar os fieis que não tinham sido feridos. O presidente do templo, Satwant Kaleka, foi ferido e hospitalizado, segundo a imprensa local que contabilizou entre 20 e 30 feridos. Ouvido pelo jornal local, um representante do comitê de direção do templo, Ven Boba Ri, disse não ter “nenhuma ideia “ sobre o motivo da violência. “É sem dúvida um crime de ódio. Não é de uma pessoa do interior do templo", afirmou.

Os sikhs, identificados por um turbante e barba, são normalmente confundidos com muçulmanos e frequentemente alvos de ataques racistas nos Estados Unidos desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

Recentemente os Estados Unidos se comoveram com o drama do Colorado, quando um jovem invadiu um cinema durante a sessão do filme Batman e abriu fogo contra a plateia, deixando 12 mortos e 58 feridos.

 

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