Farc/Colômbia - 
Artigo publicado em 15 de Outubro de 2012 - Atualizado em 15 de Outubro de 2012

Colômbia e Farc adiam início das negociações em Oslo

Bandeira colombiana e cartaz com dizeres «chega de FARC», em Cali, na Colômbia.
Bandeira colombiana e cartaz com dizeres «chega de FARC», em Cali, na Colômbia.
AFP PHOTO/Luis ROBAYO

RFI

O mau tempo em Bogotá atrasou a partida da delegação colombiana, chefiada pelo ex-vice-presidente Humberto De la Calle. Por esse motivo, as negociações que deveriam ter começado hoje em Oslo, na Noruega, foram adiadas e devem ser iniciadas na próxima quarta-feira.

Segundo informações do governo colombiano, o aeroporto El Dorado de Bogotá foi afetado nos últimos dias por tempestades elétricas e ficou fechado por várias horas, o que provocou o cancelamento de muitos voos, inclusive o voo da delegação colombiana.  A imprensa colombiana, porém, afirma que o real motivo do adiamento da viagem é político e teria sido motivado por uma mudança de última hora no grupo de negociadores das Farc.

As discussões entre os dois lados acontecerão sob sigilo. Um dos representantes da guerrilha, Simon Trinidad, condenado a 60 anos de prisão nos Estados Unidos por sequestros, vai participar das negociações por videoconferência, direto de sua cela americana. Washington fez esta concessão por apoiar o projeto de paz. Os demais representanets da guerrilha virão de Cuba.

Em Cuba, aliás, será realizada a segunda rodada de negociações será em Cuba. O governo cubano tem grande interesse no sucesso da empreitada porque poderia sair da lista do Departamento de Estado americano de países que apoiam grupos terroristas e, com isso, vencer o principal obstáculo para a suspensão do embargo americano à ilha.

Os familiares das vítimas do conflito também desejam ser ouvidos nas discussões, mas ainda não foi definido se, apesar dos protestos, as famílias serão convidadas para debater a questão. Clara Rojas, sequestrada em 2002 com a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e que passou seis anos em cativeiro, exigiu a participação das vítimas nas negociações. Ela lembrou que ainda existem centenas de sequestrados e milhares de desaparecidos.

Esta é a quarta tentativa de diálogo visando acabar com um conflito armado que dura há 50 anos. Bastante enfraquecidas na última década, as FARC ainda contam com 9.200 combatentes.A delegação do governo colombiano será liderada pelo ex-vice-presidente Humberto de la Calle e Chile, Venezuela, Cuba e Finlândia são os países mediadores.

 

tags: Colômbia - Cuba - Farc - Negociações de paz - Terrorismo
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