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Alfredo Valladão
Em 10 anos, economia digital vai reger crescimento e poder político
19/08/2014 - O Mundo Agora

Em 10 anos, economia digital vai reger crescimento e poder político

Na sua crônica semanal, o cientista político Alfredo Valladão analisa a quantas andam as economias globais.

Guerras no Oriente Médio são marcadas por paradoxos
12/08/2014 - O Mundo Agora

Guerras no Oriente Médio são marcadas por paradoxos

« A guerra é a continuação da política por outros meios ». A frase é do general prussiano Carl von Clausewitz, o pai dos estudos estratégicos militares, que tirava as lições das grandes campanhas de Napoleão Bonaparte. O corolário desta afirmação é que sem objetivo político a guerra não tem sentido. Olhando para o Oriente Médio – Síria, Iraque ou Israel-Palestina – não há dúvida de que faltam finalidades políticas inteligíveis. As guerras na região parecem atoladas numa violência perpétua, sem vencedores nem perdedores.

Para EUA, ainda não é tarde para abocanhar o mercado africano
05/08/2014 - O Mundo Agora

Para EUA, ainda não é tarde para abocanhar o mercado africano

Na sua crônica política internacional, o professor de Ciências Políticas Alfredo Valladão analisa o interesse tardio dos Estados Unidos pelo continente africano e nos aponta qual é o coringa que os americanos têm na manga: o indiscutível know-how americano.

Tragédia do boeing da Malaysia Airlines na Ucrânia enfraquece Putin
22/07/2014 - O Mundo Agora

Tragédia do boeing da Malaysia Airlines na Ucrânia enfraquece Putin

Vladimir Putin inaugurou na Ucrânia uma nova maneira de guerrear. Mandar tropas contra um país vizinho com uniformes sem identificação, como se fossem soldados sem pátria, saídos do nada. Treinar, apoiar e armar com armas cada vez mais sofisticadas grupos irregulares de rebeldes locais, misturados e comandados por forças especiais russas camufladas em guerrilheiros. Uma tática de mentira estratégica sustentada por fortes concentrações de tropas e material “oficiais” coladas à fronteira. Com esses estratagemas, o Kremlin podia continuar alimentando a ficção que não tinha nada a ver com pato. E que o esquartejamento de uma nação independente vizinha era simplesmente obra de revoltosos internos que, como por acaso, adoram a Rússia. E a mãe-Rússia não poderia ficar indiferente às “justas” reivindicações destes “patriotas” que tiveram só o azar de nascer do outro lado da fronteira.

Torcedores consideram seus times como exércitos nacionais que têm que vencer
15/07/2014 - O Mundo Agora

Torcedores consideram seus times como exércitos nacionais que têm que vencer

Antigamente o futebol era só um jogo. Nem esporte era. Depois vieram os clubes com suas torcidas bairristas. Uma pitadinha de política começou a aparecer com os times considerados campeões dos pobres e outros dos ricos. Mas até aí era tudo muito local, quase municipal. Nada novo: já no Império Bizantino, no século V, os enfrentamentos políticos passavam pelo Hipódromo e as facções das corridas de bigas, verde para os populares, azul para os aristocratas.

França, "o homem doente da Europa", tropeça nas reformas
08/07/2014 - O Mundo Agora

França, "o homem doente da Europa", tropeça nas reformas

Semana crucial para o futuro da França. O governo socialista vai tentar convencer o poder legislativo a aprovar um programa de reformas para tirar a segunda economia da zona euro do buraco.

Europa depende não só do gás russo, mas também do petróleo árabe
01/07/2014 - O Mundo Agora

Europa depende não só do gás russo, mas também do petróleo árabe

Os europeus estão começando a ficar bem nervosos, e com razão. Não se trata tanto da crise econômica nos países do sul do continente (eles estão começando a sair do buraco), nem do crescimento do voto anti-Europa (que, claro não é uma boa notícia). O medão agora é o futuro energético.

Iraque mostra que ser presidente dos Estados Unidos é “verdadeiro pesadelo”
24/06/2014 - O Mundo Agora

Iraque mostra que ser presidente dos Estados Unidos é “verdadeiro pesadelo”

Não dá para entender como alguém possa querer ser presidente dos Estados Unidos. É um verdadeiro pesadelo ser o chefe da maior potência mundial. Não somente ele tem que tomar decisões fundamentais praticamente a cada instante, mas qualquer que seja a decisão ele será aplaudido por poucos e odiado por muitos. Barack Obama deve estar pensando em tudo isso quando ele olha para a situação no Iraque e no Oriente Médio.

Gás e petróleo estão por trás dos conflitos na Ucrânia e Iraque
17/06/2014 - O Mundo Agora

Gás e petróleo estão por trás dos conflitos na Ucrânia e Iraque

Não tem jeito: vira e mexe, e os conflitos mais importantes no mundo têm um cheiro inconfundível de gás e de petróleo. A questão do acesso a reservas e do fornecimento de hidrocarbonetos paira em torno das crises na Ucrânia ou no Iraque. Claro, não é a única razão. Na Ucrânia, Putin quer deixar claro que a Rússia está voltando a ser uma grande potência e que ela tem todo o direito de definir o futuro dos Estados vizinhos. Enquanto que no Iraque a briga é entre o Irã e a Arábia Saudita. Cada um tentando controlar o governo de Bagdá nessa guerra secular entre xiitas e sunitas. E em cada um desses teatros estratégicos, o objetivo é tentar acabar com a influência dos Estados Unidos. Tirar os americanos da jogada para poder se digladiar em paz com as potências vizinhas.

Futebol globalizado da Fifa afastou torcedores
10/06/2014 - O Mundo Agora

Futebol globalizado da Fifa afastou torcedores

Quando a “pátria de chuteiras” do grande Nélson Rodrigues começa a utilizar o futebol e a própria Seleção para bradar reivindicações sociais não é só o país que vai mal, é também o futebol "globalizado" da FIFA que não tem quase mais nada a ver com as torcidas. Hoje, a Copa do Mundo é um acontecimento midiático global no qual o futebol é só um pretexto. O que conta são os rios de dinheiro dos contratos de televisão exclusivos, da propaganda dos diversos patrocinadores – os Nike, Adidas, marcas de cerveja, desodorantes ou barbeadores elétricos – dos “bichos” milionários, dos investimentos de prestígio para os políticos dos países organizadores, sem falar da corrupção e compra de votos na própria FIFA. É todo um ecossistema que vive às custas do talento dos craques e do entusiasmo dos torcedores.

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