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Alfredo Valladão
Eleições "democráticas" mascaram hipocrisia autoritária
22/04/2014 - O Mundo Agora

Eleições "democráticas" mascaram hipocrisia autoritária

O cinismo do anúncio oficial das próximas eleições presidenciais na Síria é um escárnio a qualquer processo político minimamente democrático. É absolutamente impossível organizar um pleito com algum ar de respeitabilidade num país completamente destruído pelos bombardeios contínuos do próprio governo e uma guerra civil bárbara em andamento, com 200.000 mortos e mais de dois milhões de refugiados.

Apesar de se mostrar forte, Rússia é muito vulnerável
15/04/2014 - O Mundo Agora

Apesar de se mostrar forte, Rússia é muito vulnerável

Na crise ucraniana, Vladimir Putin está jogando com uma grande vantagem relativamente à Europa, aos Estados Unidos e às autoridades de Kiev. Primeiro, ele decide sozinho enquanto os outros são muitos e portanto as decisões são bem mais difíceis.

Segundo, ele sabe que europeus e americanos não estão dispostos a encarar um enfrentamento militar com Rússia. Moscou pode acumular tropas na fronteira, mandar estranhos “turistas” russos mascarados e armados para atacar órgãos públicos nas cidades orientais da Ucrânia e multiplicar as provocações quase impunemente.

Crise na Ucrânia pressiona Europa a diversificar matriz energética
08/04/2014 - O Mundo Agora

Crise na Ucrânia pressiona Europa a diversificar matriz energética

O comportamento predatório de Vladimir Putin na Ucrânia já está provocando uma profunda mudança na geopolítica da energia mundial.

Hollande deve mudar modelo francês e não apenas trocar governo
01/04/2014 - O Mundo Agora

Hollande deve mudar modelo francês e não apenas trocar governo

Não foi uma derrota, foi um desastre. Os socialistas franceses foram esmagados nas eleições municipais de domingo (30). Um dos piores fracassos eleitorais da história do PS. O símbolo desta surra política é a cidade de Limoges, governada por prefeitos socialistas há mais de cem anos e que, desta vez, votou no candidato da direita. Claro que eleições locais são locais por definição. Mas não há dúvida de que a perda de mais de 160 cidades pelos socialistas foi um voto contra o governo e o próprio presidente François Hollande.

Putin ressuscita aliança militar entre europeus e americanos
25/03/2014 - O Mundo Agora

Putin ressuscita aliança militar entre europeus e americanos

Com a anexação da Criméia, Vladimir Putin mudou as regras do jogo internacional. Depois da queda do muro de Berlim, e apesar de todas as crises e aventuras guerreiras, a ideia é que o mundo caminhava para uma integração econômica global e formas de cooperação política que tornavam obsoletos os conflitos geopolíticos tradicionais. Mas agora, graças à arrogância do líder russo, o mundo está em plena marcha-ré para um novo período de enfrentamento entre blocos e potências. A viagem de Barack Obama à Europa marca o começo desta volta ao mundo antigo.

Invasão da Crimeia pela Rússia abre precedente ameaçador para a paz mundial
11/03/2014 - O Mundo Agora

Invasão da Crimeia pela Rússia abre precedente ameaçador para a paz mundial

Os acontecimentos na Ucrânia estão infelizmente trazendo de volta os argumentos geopolíticos do século XX – e até do século XIX. Raciocínios de uma época em que grandes impérios ou grandes potências jogavam xadrez no tabuleiro mundial, utilizando a força e a propaganda deslavada para criar zonas de influência ou até anexar outros Estados ou partes de seus territórios. Já vimos esse filme e sabemos como tudo isso acaba: malíssimo! Só no século XX, um dos piores da história da humanidade, umas cem milhões de pessoas foram massacradas ou morreram de fome e doenças por causa das guerras.

Putin nunca escondeu a sua nostalgia dos tempos da União Soviética
04/03/2014 - O Mundo Agora

Putin nunca escondeu a sua nostalgia dos tempos da União Soviética

A crise na Ucrânia traz de volta a geopolítica para o centro das relações internacionais.

Protestos em vários países monstram que povo perdeu paciência com governos ruins
25/02/2014 - O Mundo Agora

Protestos em vários países monstram que povo perdeu paciência com governos ruins

Mundo árabe, Turquia, Ucrânia, Venezuela... As revoltas e manifestações de massa são todas diferentes, mas todas têm uma coisa fundamental em comum. Nesse século XXI, as populações não estão mais afim de suportar o atraso. Atraso econômico, atrasa político, atraso de vida. Informadas, conectadas, conscientes de seus direitos, as pessoas não querem mais esperar eternamente para viver em sociedades minimamente decentes, sobretudo quando existem exemplos pelo mundo onde isto não é só possível mas perfeitamente normal. Perdeu-se a paciência com governos incapazes de garantir serviços públicos que funcionem, uma economia minimamente próspera, uma justiça independente, um poder político aberto que permita alternância democrática e liberdade de expressão para todas as opiniões.

Derrotada na 2ªguerra, hoje a Alemanha quer assumir papel de grande potência
18/02/2014 - O Mundo Agora

Derrotada na 2ªguerra, hoje a Alemanha quer assumir papel de grande potência

Uma extraordinária metamorfose geopolítica está acontecendo silenciosamente, na moita. Sessenta anos depois do final da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha está com comichões de grande potência independente. País vencido e destruído em 1945, estigmatizado pelos crimes hediondos do regime nazista, a Alemanha passou décadas evitando qualquer forma de ambição internacional explícita. Intervenções armadas no exterior foram totalmente proscritas, e o pacifismo e a culpabilidade da população representavam um poderoso antídoto para todas as veleidades de assumir responsabilidades para com a manutenção da paz no mundo.

Revolução islâmica iraniana entra na fase adulta
11/02/2014 - O Mundo Agora

Revolução islâmica iraniana entra na fase adulta

Aos 35 anos, uma revolução entra na idade adulta. Não é mais uma onda explosiva de rumo incerto. O Irã está celebrando, sem grandes alardes, essas três décadas e meia da vitória da revolução islâmica e da chegada ao poder do aiatolá Khomeini. Apesar dos problemas econômicos internos cada vez mais graves e da rebeldia de uma juventude cansada de rigorismo social e moral, o regime continua firme. Tão firme que pode se dar o luxo de pretender abertamente à liderança da região e de desafiar o mundo inteiro com o seu programa nuclear. Clique acima para ouvir a crônica de política internacional de Alfredo Valladão, professor do Instituto de Estudos Políticos de Paris

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