28 de Agosto de 2013
Gases neurotóxicos, um veneno cruel sem cheiro nem cor
Militante sírio usando máscara contra gás.
Militante sírio usando máscara contra gás.
REUTERS/Bassam Khabieh
Amanda Lourenço

A utilização de armas químicas para exterminar os inimigos não é nova. Aliás, ela é muito velha. Há registros de seu uso há dois mil anos antes de cristo, na Índia. E desde então gases tóxicos sempre foram usados com esse fim. Nas duas guerras mundiais, na guerra do Vietnã e na guerra Irã-Iraque, todas contaram com ataques químicos. Entretanto, mesmo em situações de conflito as armas químicas são consideradas aéticas.

Imagens de um ataque químico na Síria chocaram o mundo nos últimos dias. Homens, mulheres e crianças, rebeldes e civis: o gás não faz distinção de suas vítimas. Os hospitais contam 355 mortos, mas a oposição afirma que o número total, incluindo os que não tiveram tempo de receber cuidados, chega a 1300.

Inspetores das Nações Unidas conseguiram autorização do regime para visitar o local cinco dias depois do ataque. Mas mesmo antes das conclusões oficiais, o uso de gases tóxicos já estava evidente.

Para escutar a matéria completa, clique em “ouvir”.

Mais notícias sobre o mesmo assunto
Close