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Artigo publicado em 31 de Maio de 2011 - Atualizado em 31 de Maio de 2011

Brasil sugere mandato tampão para Lagarde até 2012

O ministro brasileiro da Economia, Guido Mantega, e sua colega francesa Christine Lagarde.
O ministro brasileiro da Economia, Guido Mantega, e sua colega francesa Christine Lagarde.
Reuters

Lúcia Fróes

Durante a visita da ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, seu colega brasileiro, Guido Mantega, disse esperar que o candidato eleito para dirigir o FMI se contente de terminar o mandato de Dominique Strauss-Kahn, em 2012. Mantega afirmou ainda que o Brasil espera a transferência cada vez maior de responsabilidades aos emergentes no seio da instituição e reivindica a eliminação da "convenção não escrita e obsoleta" que designa sistematicamente um europeu à frente do FMI.

Tentando se livrar da etiqueta de "candidata da Europa" para atrair a simpatia do bloco dos países emergentes, a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, segue na semana que vem para a China, India e provavelmente Arábia Saudita com o objetivo de conquistar a direção do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Christine Lagarde se comprometeu ontem, em Brasília, a aprofundar a reforma da instituição financeira para dar mais peso aos países emergentes, caso seja eleita. Uma postura que vinha adotando o ex-diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. Ele achava legítimo que, nos próximos anos, um desses países assumisse a direção do Fundo Monetário Internacional.

Anfitrião de Lagarde, o ministro brasileiro da Economia, Guido Mantega, afirmou, porém, que o Brasil só tornará pública sua posição no dia 10 de junho, quando serão encerradas as candidaturas. Até porque nesta quarta-feira chega a Brasília com o mesmo objetivo o presidente do Banco Central do México, Agustin Carstens, outro forte candidato ao posto de chefe do FMI.

Mas segundo o jornal francês Le Figaro, o Brasil não mostra grande entusiasmo pela candidatura de Carstens e poderá se alinhar à União Europeia, Estados Unidos e Rússia no apoio a Lagarde. Isso porque, ainda de acordo com o Le Figaro, surpreendidos pela demissão de Dominique Strauss-Kahn no último dia 18 de maio, acusado de agressão sexual, os países emergentes teriam sido incapazes de chegar a um acordo sobre um candidato comum.

 

 

tags: Economia - Eleição - Emergentes - FMI
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