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Artigo publicado em 12 de Janeiro de 2012 - Atualizado em 12 de Janeiro de 2012

Draghi vê progressos 'extraordinários' na zona do euro

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, em Frankfurt.
Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, em Frankfurt.
REUTERS/Alex Domanski

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter inalterada em 1% a principal taxa de juros da instituição. O presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou hoje que os países europeus em dificuldades financeiras fizeram "progressos extraordinariamente importantes" para superar a crise. O italiano defendeu, no entanto, rapidez na concretização das medidas de contenção de gastos e de harmonização fiscal.

Durante entrevista coletiva na sede do BCE, em Frankfurt, Mario Draghi disse que os investidores reconheceram os esforços de saneamento das contas públicas feitos até agora pela Espanha e a Itália. Os dois países realizaram nesta quinta-feira sua primeira emissão de obrigações do ano pagando juros menores, 6,62% no caso da Itália, para títulos com vencimento em dez anos, e 5,25% no caso da Espanha.

Draghi não quis comentar se esse afrouxamento dos juros estava relacionado com as operações de compra maciças de títulos das dívidas dos países endividados feitas nas últimas semanas pelo BCE. O fato é que a injeção de  liquidez que o BCE deu aos bancos europeus em dezembro, com um empréstimo de 489 bilhões de euros ao sistema, teve um efeito de descompressão imediato. Draghi consentiu que há sinais evidentes de uma maior circulação de dinheiro na economia europeia.

Pressão sobre títulos italianos e espanhóis recua

O Tesouro italiano fez hoje uma bem-sucedida operação de venda de títulos públicos de curto prazo no valor de 12 bilhões de euros, a taxas de juros em queda livre. A Itália emitiu 8,5 bilhões de bônus com vencimento em um ano e 3,5 bilhões de títulos flexíveis a 136 dias, graças a uma forte demanda que chegou a 19 bilhões de euros. Na última emissão do ano, realizada em dezembro passado, os juros cobrados pelos mercados para vencimento em 12 meses foram de 5,952%, contra 2,735% para os mesmos papéis nesta quinta-feira.

Devido à remuneração atraente, os bônus do Tesouro italiano viraram um bom negócio. No caso das obrigações com vencimento em dez anos, a Itália pagou hoje 6,62% de prêmio contra 7% na véspera. 

Já a Espanha captou hoje 9,986 bilhões de euros na primeira venda do ano de títulos de sua dívida soberana, o dobro do que o Tesouro espanhol previa a juros igualmente interessantes. Para os bônus espanhóis com vencimento a longo prazo, os juros cobrados ficaram em 5,25%, uma diferença de 11 pontos de base em relação à emissão anterior. 

tags: Banco Central Europeu - Crise - Taxa de juros - Zona do Euro
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