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Artigo publicado em 31 de Janeiro de 2012 - Atualizado em 31 de Janeiro de 2012

Zona do euro atinge maior desemprego desde adoção da moeda única

Desempregados fazem fila em agência de empregos na Espanha, país que registra maior índice da zona do euro.
Desempregados fazem fila em agência de empregos na Espanha, país que registra maior índice da zona do euro.
Reuters/Andrea Comas

RFI

O desemprego na zona do euro alcançou o maior nível desde a introdução da moeda única, segundo dados divulgados nesta terça-feira, um dia após a promessa dos líderes da União Europeia de se concentrar em criar vagas para tentar estimular a lenta economia do continente. Em dezembro, o desemprego nos 17 países da eurozona subiu 0,1%, chegando a 10,4%, de acordo com a agência de estatísticas Eurostat.

É o maior nível desde junho de 1998, antes da introdução do euro, em 2000, segundo a agência. Os números mostraram que mais 20 mil pessoas ficaram sem trabalho em dezembro em relação ao mês anterior, levando o total de desempregados para 16,5 milhões de pessoas.

A taxa subiu de forma regular em 2011, com a estagnação do crescimento e a possibilidade de uma recessão. Os dados representam oito meses consecutivos de aumento do desemprego na zona do euro.

Em outro sinal de disparidade entre as economias do bloco, o desemprego na Alemanha caiu a 6,7% em janeiro, a menor taxa desde que os números para o país começaram a ser publicados após a unificação alemã. O desemprego na Espanha, por outro lado, atingiu um novo recorde de 22,9%, acima da Grécia, que tem 19,2% da população ativa sem trabalho. Recorde também na Itália, que registrou 8,9% de desempregados, 0,1% mais do que em novembro, mas aind inferior à França, que registra 9,9%. O índice mais baixo se encontra na Áustria, de 4,1%.

Incluindo todas as 27 nações da União Europeia, o número de desempregados tem aumentado regularmente desde a taxa mínima, de 7,1%, verificada em 2008. Em novembro e dezembro, o índice passou para 9,9% na UE - ou cerca de 23,6 milhões de pessoas sem trabalho. Economistas afirmam que a taxa pode alcançar 11% até meados deste ano.
 

tags: Alemanha - Crise - Desemprego - Espanha - Euro - Grécia - Itália - União Europeia - Zona do Euro
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