Portugal/Crise - 
Artigo publicado em 06 de Abril de 2012 - Atualizado em 06 de Abril de 2012

FMI alerta para piora da recessão de Portugal

Portugueses protestam em Lisboa contra medidas de austeridade.
Portugueses protestam em Lisboa contra medidas de austeridade.
REUTERS/Hugo Correia

RFI

A situação das contas públicas do governo português se deteriora. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que Portugal se encontra em situação alarmante e, se os mercados não reagirem favoravelmente, o país será obrigado a ter um novo plano de ajuda.

Colaboração de Adriana Niemeyer, correspondente da RFI em Lisboa

Apesar de confirmar que Portugal está fazendo bem a sua lição de casa e cumprindo as metas do plano de austeridade, o FMI divulgou um novo relatório alarmante de avaliação do programa. O Fundo concluiu que o país passará provavelmente por uma recessão ainda mais profunda do que era prevista até o momento e que a receita imposta pela troika (composta pelo próprio FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) pode ser insuficiente para resolver os problemas da economia do país.

A notícia não vem em uma boa hora para os portugueses, que ficaram sabendo, nesta semana, que os cortes nos subsídios de férias e 13º salário vão ser estendidos até pelo menos 2014 e não até o ano que vem como se previa. Além disso, haverá cortes nas aposentadorias antecipadas, assim como nos subsídios de desemprego e maternidade.

Crescimento português em 2013 deve girar em torno de 0,3%

Na avaliação do FMI em seu relatório, as perspectivas de crescimento a partir de 2012 são "incertas". As previsões do fundo apontam para um crescimento de 0,3% em 2013, e de 2% em 2014. Segundo o FMI, os números podem ser apenas reflexo de uma “recuperação cíclica” e que existem incertezas quanto a estas projeções.

Para contornar este cenário, a receita do FMI desta vez não é mais austeridade, mas sim a identificação e adoção de várias reformas para o crescimento da economia. "Sem a aplicação de medidas de estímulo econômico, não se espera que Portugal recupere a quota de mercado que tem vindo a perder nos últimos anos", afirma o relatório.

Além disso, o FMI avisa que, se a recessão se revelar "mais profunda" do que a prevista, ou se as taxas de juros da dívida forem ainda mais altas, todo o esforço para redução da dívida pública ficará comprometido.

tags: Austeridade - Crise financeira - FMI - Portugal
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