Grécia/ crise - 
Artigo publicado em 26 de Julho de 2012 - Atualizado em 26 de Julho de 2012

Credores e presidente da Comissão Europeia visitam Grécia

José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, chegou nesta quinta-feira a Atenas para reunião com o premiê grego, Antonis Samaras.
José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, chegou nesta quinta-feira a Atenas para reunião com o premiê grego, Antonis Samaras.
REUTERS/Vincent Kessler

RFI

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, chega hoje a Atenas para um encontro com o premiê grego Antonis Samaras, em um momento mais que delicado para a Europa. Políticos alemães têm multiplicado declarações sobre a possibilidade cada vez mais real de um calote e da saída da Grécia da zona do euro.

A chamada troika, formada pela União Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, está desde terça-feira na Grécia para avaliar as contas do país e o cumprimento das medidas de austeridade. A visita coincide com a de Barroso, que volta a Atenas pela primeira vez desde o final de 2009. O sétimo e último relatório da troika sobre a situação econômica do país será entregue em setembro, avaliando os progressos e recuos no gerenciamento das contas públicas. Mas desde já é um consenso que a Grécia terá enormes dificuldades para cumprir o acordo acertado em troca do pacote de ajuda.

Também é certo que serão exigidos mais sacrifícios da Grécia, sobretudo em relação às aposentadorias, ao salário dos funcionários públicos e aos gastos do governo. Isso poderá significar mais austeridade no país nas próximas semanas.

Nesta manhã, Poul Thomsen (FMI), Klaus Masuch (BCE), e Matthias Mors (Comissão Europeia), representantes da Troika, estão em reunião nesse momento com o ministro grego das finanças, Yannis Stournaras, para analisar os avanços das privatizações e flexibilizações de medidas trabalhistas exigidas para enxugar o orçamento. De acordo com a imprensa local, as aposentadorias devem sofrer um corte de 5 a 10%, e terão um teto fixado a 2,4 mil euros. Na quarta-feira, o ministro grego do trabalho anunciou que 44% do corte orçamentário previsto pelo governo deve sair do seu ministério.

tags: Comissão Europeia - Crédito - Crise - Durão Barroso - Economia - FMI - Grécia
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