02 de Outubro de 2012
Crise e pressão dos mercados financeiros ameaçam modelo social europeu
Franceses manifestaram neste domingo (30) pelas ruas de Paris para rechaçar as políticas de austeridade impostas na Europa
Franceses manifestaram neste domingo (30) pelas ruas de Paris para rechaçar as políticas de austeridade impostas na Europa
REUTERS/Christian Hartmann
Lúcia Müzell

A tensão social provocada pelas medidas de austeridade adotadas em vários países europeus em crise têm aumentado nas últimas semanas. Espanhóis, portugueses, gregos e agora franceses têm ido às ruas para pedir um alívio do aperto econômico e a manutenção dos direitos sociais conquistados. Se por um lado, a assistência do Estado à população é um dos grandes diferenciais da Europa em relação a economias mais liberais, por outro é uma das causas do endividamento dos países.

Por isso, o Estado de bem estar social está na mira dos mercados financeiros, que têm todo o interesse em ver o peso do governo diminuir na economia, como analisa o economista Henri Sterdyniac, especialista em política orçamentária e social na Europa no Instituto de Estudos Políticos de Paris, a Sciences Po. O objetivo de redução do déficit dos Estados europeus para 3% do PIB, um dos principais pontos do pacto fiscal europeu, têm levantado críticas não apenas de sindicatos como de muitos analistas, como Sterdyniac e também o economista português Ricardo Cabral, da Universidade da Madeira.

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