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Artigo publicado em 14 de Julho de 2011 - Atualizado em 15 de Julho de 2011

Economia portuguesa só deve se recuperar em 2013, diz ministro

Vitor Gaspar, ministro das Finanças português, durante entrevista coletiva.
Vitor Gaspar, ministro das Finanças português, durante entrevista coletiva.
Reuters

Silvano Mendes

Portugal prevê uma queda de 2,3% em seu Produto Interno Bruto em 2011, um índice superior às previsões anunciadas anteriormente. Segundo o ministro das Finanças do país, a economia portuguesa ainda vai ter que esperar até 2013 para sentir uma recuperação concreta.

Enquanto Portugal implementa um programa de cortes em suas contas públicas para receber ajuda internacional e tentar sair da crise, o governo do país anuncia novas previsões pessimistas para sua economia. O ministro português das Finanças, Vitor Gaspar, informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país vai encolher 2,3% este ano e 1,7% em 2012.

Os números são superiores às previsões publicadas na última terça-feira pelo Banco de Portugal, que estimava uma recessão de 2% este ano e de 1,8% em 2012. Já a União Europeia e o FMI esperavam uma queda de 2,2% em 2011 e de 1,8% no ano que vem. Diante das previsões, o ministro das Finanças já avisou que “a retormada econômica só acontecerá em 2013”.

O novo governo português, instituído após as eleições de junho passado, apresentou um programa econômico no qual prevê diminuir o déficit público do país dos 9,1% do Produto Interno Bruto registrados em 2010 para 5,9% esse ano, até alcançar 3% do PIB em 2013. Para concretizar essa previsão, Lisboa confirmou nesta quinta-feira que pretende acelerar o plano de privatizações no país, além de criar um imposto de renda especial, que deve arrecadar mais de 1 bilhão de euros para os cofres públicos.

Depois da Grécia e da Irlanda, Portugal é o terceiro país da zona euro a pedir ajuda financeira externa para tentar sair da crise. O governo português se comprometeu em implementar um programa de cortes em suas despesas durante os próximos três anos em troca de 78 bilhões de euros vindos do FMI e da União Europeia.
 

tags: Crise financeira - Economia - FMI - Portugal - Zona do Euro
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