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Artigo publicado em 14 de Julho de 2012 - Atualizado em 14 de Julho de 2012

Presidente da federação alemã se diz chocado com subornos de Havelange e Teixeira

O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter.
O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter.
Reuters

RFI

O presidente da Federação alemã de futebol (DFB), Wolfgang Niersbach, declarou hoje estar chocado com a reação do presidente da Fifa, Joseph Blatter, no escândalo das comissões recebidas por João Havelange, ex-presidente da organização, e Ricardo Teixeira. "Se a Fifa acha que não era proibido receber dinheiro naquela época [de Havelange], "nós, enquanto Federação, tomaremos distância da entidade", declarou Niersbach durante uma reunião com árbitros na Alemanha.

Ao tomar conhecimento de que o ex-presidente da Fifa João Havelange e o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira receberam subornos equivalentes a 40 milhões de reais em acordos relacionados com a Copa do Mundo, segundo documentos judiciais divulgados quarta-feira na Suíça, Joseph Blatter declarou que não tinha poderes para sancionar Havelange. "O Congresso da Fifa o nomeou presidente honorário da entidade e só o congresso pode definir seu futuro", escreveu Blatter num comunicado publicado no site da organização, insistindo no fato de que na época dos fatos o pagamento de comissões não era ilegal na Suíça.

Escandalizado com essa reação, o presidente da Bundesliga, Reinhard Rauball, já tinha cobrado esta semana a demissão de Blatter da presidência do órgão. Neste sábado, seu colega alemão Wolfgang Niersbach disse que Blatter deveria "tomar essa decisão por si mesmo".

Para a justiça suíça, os brasileiros cometeram “enriquecimento ilícito”, causaram prejuízo para a Fifa e colocaram seus interesses pessoais acima dos interesses do futebol.

A informação faz parte de documentos oficiais da Justiça suíça que apontam para pagamentos de comissões no valor de US$ 122,5 milhões por parte da empresa de marketing ISL a cartolas pelo mundo. A Justiça também acusou a Fifa de “omissão” ao não controlar o fluxo de subornos e de saber que os cartolas recebiam propinas.

Como regra geral, a propina teria sido paga a Teixeira e Havelange para que influenciassem a Fifa na decisão de quem ficaria com os direitos de transmissão das Copas de 2002 e 2006.

A publicação do documento ocorreu depois que o Tribunal Federal da Suíça entendeu que o assunto era de “interesse público”. O documento de 42 páginas mapeia um esquema de corrupção que tomou conta da Fifa. Tudo começou quando o Tribunal de Zug decidiu investigar a quebra da empresa de marketing da Fifa, a ISL. O que descobriu foi uma ampla rede de subornos.

Em 2010, porém, o caso foi encerrado depois de um acordo entre os cartolas e o procurador suíço, envolvendo a devolução de US$ 2,5 milhões dólares pelos envolvidos à Fifa. Agora, revela uma verdadeira teia de corrupção na cúpula do futebol mundial.

tags: Corrupção - Escândalo - Fifa - Futebol
Comentários (1)

JA, ICH AUCH!

Olá amigos da RFI, os jornalistas esportivos nunca tiveram dúvidas do enriquecimento ilícito tanto de João Havelange como o de Ricardo Teixeira mas por não possuirem provas inequívocas abordaram esse assunto em tom de ironia, zombaria como coisa de "caixa 2", embora tão reiterados comentários tivessem um fundo de verdade coroborado pelos torcedores e, agora, vem a confirmação provando que os jornalistas não estão aí pra brincadeiras. HERR NIERSBACH onde há fumaça há fogo, como costumamos dizer, mas, o mais preocupante é o meio que a FIFA vem usando para que a próxima Copa do Mundo obedeça aos tais padrões e a humilhação que nossos políticos têm que suportar sob pena disso e daquilo. Os amigos de BLATTER após esse ROUBO caíram fora com certeza ficarão ilesos.

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