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Artigo publicado em 09 de Fevereiro de 2012 - Atualizado em 09 de Fevereiro de 2012

Eurogrupo ainda não solta dinheiro para a Grécia

Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo (à esq.) conversa com o ministro da Economia grego, Evangelos Venizelos.
Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo (à esq.) conversa com o ministro da Economia grego, Evangelos Venizelos.
Reuters/Yves Herma

RFI

Os ministros das Finanças da zona do euro, reunidos em Bruxelas para avaliar a situação da Grécia e as possibilidades de conceder um novo empréstimo, anunciaram que não têm condições de tomar, nesta quinta-feira, uma decisão definitiva sobre o desbloqueio de 130 bilhões de euros para evitar um calote do país, em março próximo.

Nem mesmo o anúncio de um novo plano de rigor no país pelo otimista ministro grego da Economia, Evangelos Venizelos, convenceu os europeus a fecharem um acordo sobre um novo pacote de ajuda à Grécia.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, explicou que ainda não estão reunidos todos os elementos que levem à conclusão de um acordo nesta quinta-feira.  "Se não for esta noite, será na semana que vem", disse Juncker, estimando que o prazo não é uma catástrofe para os gregos. O Eurogrupo considera que diversos pontos ainda têm que ser esclarecidos.

Prudente, a Comissão Europeia também declarou que o governo e o parlamento gregos ainda devem convencer seus parceiros europeus do real compromisso de manter as promessas de reformas estruturais a fim de obter um novo plano de ajuda, crucial para o futuro do país.

O comissário para Assuntos Econômicos, Olli Rehn, confirmou que um acordo de princípio foi estabelecido entre Atenas e seus credores públicos - FMI, União Europeia e Banco Central Europeu. Discutido entre especialistas, o acordo ainda deve ser examinado pelos ministros das Finanças da zona do euro.

Credores privados

Sem entrar em detalhes, o ministro Evangelos Venizelos anunciou que um acordo foi concluído hoje com os credores privados "sobre os principais parâmetros" de uma restruturação da dívida do seu país.

O acordo negociado há várias semanas entre Grécia e setor privado envolve o cancelamento da parte da dívida junto a bancos, seguradoras e fundos de investimento, da ordem de 100 bilhões de euros. A soma equivale a uma perda de 70% para os credores privados.

Os representantes desses credores, Charles Dallara (Instituto da Finança Internacional-IFF) e Jean Lemierre (Banco BNP Paribas) também se encontram em Bruxelas. Mais cedo, em Paris, eles assistiram a uma reunião do comitê de credores privados da Grécia.

 

 

tags: BCE - Comissão Europeia - FMI - Grécia - União Europeia - Zona do Euro
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