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Artigo publicado em 02 de Abril de 2012 - Atualizado em 02 de Abril de 2012

Greenpeace chega a plataforma da Total que registra vazamento

Os funcionários da plataforma Elgin foram retirados do local há uma semana.
Os funcionários da plataforma Elgin foram retirados do local há uma semana.
REUTERS/Total

RFI

Um navio do Greenpeace chegou nesta segunda-feira próximo à zona de exclusão criada em torno da plataforma da petrolífera francesa Total no Mar do Norte. Ainda há riscos de explosão devido ao grande vazamento de gás.

 

O barco do Greenpeace está no limite da zona de segurança em torno da plataforma da Total, no mar do Norte, ou seja, a 3,7 quilômetros do local e no mesmo lugar onde quatro navios contra incêndio estão posicionados. Há uma semana, a plataforma Elgin, a 240 quilômetros da costa escocesa, registra vazamento de gás e há risco de explosão no local.

A organização não governamental realiza testes de qualidade do ar e recolhe amostras da água para análises. O Greenpeace ficará na região até o final da tarde de hoje e afirma que há petróleo na superfície do mar.

Os 280 funcionários da Elgin foram retirados assim que o problema foi detectado, no domingo passado. A Total vai se reunir com autoridades de segurança e saúde britânicas e espera receber sinal verde para intervir na plataforma e tentar conter o escapamento de gás.

A ideia é que um helicóptero vá ao local para observar a situação nos próximos dias e, depois, bombeiros especializados façam o necessário para resolver o problema. A autorização da Health and Safety Executive não é obrigatória, mas o presidente da Total, Christophe de Margerie, prefere agir com o consentimento do órgão oficial britânico para essas questões.

Um helicóptero sobrevoa regularmente o local, com câmeras infravermelhas, para monitorar a situação. Para tentar resolver o maior incidente da companhia na região nos últimos dez anos, especialistas do grupo francês estudam perfurar dois poços auxiliares para diminuir a pressão do poço principal de exploração de gás da plataforma. Essa alternativa poderia demorar seis meses para se concretizar e custaria 3 bilhoes de dólares, já que o ponto de escapamento se encontra a 4 mil metros de profundidade. A segunda hipótese seria tapar o poço com lama para depois retirá-lo do local, mas essa saída envolveria mais riscos por necessitar de uma ação humana na plataforma.

 

tags: Acidente - Greenpeace - Petróleo - Risco Ambiental - Vazamento
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