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Artigo publicado em 25 de Julho de 2012 - Atualizado em 25 de Julho de 2012

Julian Assange será defendido por equipe do juiz espanhol Baltasar Garzon

O juiz espanhol Baltasar Garzon durante seu julgamento na Suprema Corte de Madri, nesta foto do dia 17 de janeiro de 2012.
O juiz espanhol Baltasar Garzon durante seu julgamento na Suprema Corte de Madri, nesta foto do dia 17 de janeiro de 2012.
REUTERS/Andrea Comas/Files

RFI

O famoso juiz espanhol Baltasar Garzon será o responsável pela equipe de defesa do site Wikileaks e de seu fundador, o jornalista e ciberativista Julian Assange. Garzon foi condenado em fevereiro pela Corte Espanhola a passar onze anos suspenso da profissão. Ele foi acusado de fazer parte de uma rede de corrupção que autorizou escutas telefônicas para demonstrar que políticos da direita espanhola manipularam recursos ilícitos.

Balstasar Garzon tornou-se mundialmente conhecido depois de desarticular o grupo terrorista basco, ETA, de determinar a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet e desmascarar crimes contra a humanidade cometidos pelas ditaduras latino-americanas. O juiz se encontrou recentemente com Assange para definir uma nova estratégia de defesa, segundo o próprio site Wikileaks. A defesa será elaborada, segundo o portal,  "em favor do site e do seu criador contra os abusos cometidos pela investigação e tem como objetivo expor as ações arbitrárias do sistema financeiro internacional contra Assange e Wikileaks". Baltasar Garzon tentará provar como os procedimentos secretos americanos contra Julian Assange e o site comprometeram e contaminaram outros procedimentos legais, entre eles, o pedido de extradição contra Assange.

Julian Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 19 de junho. Ele tenta evitar que seja extraditado para a Suécia, onde poderia responder às acusações de um suposto estupro. Assange alega inocência e pede asilo no país latino-americano. Ele teme que, após extradição para a Suécia, seja transferido para os Estados Unidos, onde seria condenado à morte por espionagem, depois da divulgação de Wikileaks de 250 mil telegramas trocados pelas mais altas instâncias diplomáticas americanas.
 

tags: Diplomacia - Equador - Prisão - Wikileaks
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Comentários (1)

A força do TERRITÓRIO FICTO.

Olá amigos da RFI, as Constituições latino-americanas são verdadeiros monumentos jurídicos dado ao seu zelo pelo direito, cuja Teoria do Estado se debruça reverentemente e com o Equador não podia ser diferente pois está consignado em seu Artigo 41.: " Se reconecen los derechos de ASILO ( grifei) y refúgio. Las personas que se encuentrem en condición de asilo gozarán de protección especial que garantice el pleno ejercicio de sus derechos. (...). ( Constituição de 2008- Título II- Derechos- Capítulo Terceiro. POis bem, Baltasar Garzon sabe que se Assange for extraditado, especialmente, para os EUA lá ele será tido como um prisioneiro político por haver extravasado os segredos de Estado, daí Assange pleitear asilo no Equador e, vale lembrar, do notório saber jurídico do seu advogado lembrando que ele "desmantelou o ETA ".

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