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Artigo publicado em 08 de Setembro de 2012 - Atualizado em 08 de Setembro de 2012

Gregos protestam contra novo plano de austeridade

Bombeiros gregos protestam contra medidas de austeridade em Tessalônica.
Bombeiros gregos protestam contra medidas de austeridade em Tessalônica.
REUTERS/Grigoris Siamidis

RFI

Pelo menos 12 mil gregos participaram de protestos neste sábado nas ruas de Tessalônica, no norte da Grécia, contra um novo pacote de austeridade anunciado pelo premiê Antonis Samaras.

Os manifestantes organizaram quatro passeatas lideradas pelas principais centrais sindicais gregas. A segurança nos principais pontos dos da cidade oi reforçada e contará com 3.500 policiais. Até um grupo de “hooligans” do time de futebol local Heraklis pretende engrossar as passeatas. Eles protestam, principalmente, contra os impactos negativos nos planos de rigor na situação financeira do clube.

Já a central sindical GSEE, a principal da Grécia, ataca a obediência do governo às determinações da troika, grupo formado pelos representantes do Fundo Monetário Internacional, do Banco Central Europeu e da União Europeia. O principal partido de oposição, o Syriza, de extrema-esquerda, também participa das manifestações deste sábado e exige uma nova postura do governo.

Para atender ao acordo assinado com os credores internacionais, o governo grego terá que apertar ainda mais os cintos e ampliar os cortes das despesas do Estado, sobretudo na área social. Entre 2013 e 2014, o governo pretende economizar 11,5 bilhões de euros. A troika também recomenda aos gregos a flexibilização do mercado de trabalho, incluindo o aumento da jornada semanal, além de reduções nos salários dos funcionários públicos e das aposentadorias.

Os sindicatos argumentam que as medidas devem aprofundar ainda mais a recessão no país, que já está no seu quinto ano, e diminuir o nível de vida da população grega. O próprio governo reconheceu que as medidas de austeridade provocaram, em média, uma queda de 35% no poder aquisitivo dos gregos. Mas o premiê Samaras insiste que a única solução para tirar a Grécia da crise é cumprir as exigências e, assim, continuar a assegurar o fluxo de ajuda externa.

O ministro sueco da Economia, Anders Borg, se declarou bastante pessimista em relação ao futuro da Grécia em uma entrevista à rádio estatal sueca neste sábado. “Acho que ainda não vimos o pior em países como a Espanha e a Grécia. Eles têm problemas tão graves que a Europa vai se encontrar em uma posição difícil nos próximos meses. Na sua avaliação, a Grécia provavelmente deverá sair da zona do euro, mas que é preciso não ver essa possibilidade como algo dramático.

 

 

 

tags: BCE - Crise - FMI - Grécia - Protestos - Suécia
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