Portugal/ Crise - 
Artigo publicado em 24 de Setembro de 2012 - Atualizado em 24 de Setembro de 2012

Sem emprego em Portugal, designer de alto nível vai trabalhar no Brasil

Ana Catarina acha que o Brasil é hoje uma nação de grandes oportunidades, voltada para o futuro.
Ana Catarina acha que o Brasil é hoje uma nação de grandes oportunidades, voltada para o futuro.
L. Constant

Leticia Constant

A jovem Ana Catarina Silva, decoradora no setor da iluminação, não estava conseguindo encontrar em seu país um cargo à altura de sua formação. O Brasil surgiu como uma opção e ela acabou tomando a dificill decisão de deixar seu país, a família e os amigos.

“Portugal está mesmo muito mal, neste momento não há mais trabalho e quando há, é mal remunerado”, desabafa Ana Catarina que, aos 27 anos, não hesitou em aceitar uma proposta profissional interessante no Brasil.

Para Ana, um dos principais problemas causados pela crise, além, é claro, do desemprego, é a atitude de muitos empresários portugueses que acabam explorando os trabalhadores, diante da alta oferta de mão de obra. “Tem uma fila precisando de trabalho, eles abusam e depois dizem que quem não quiser as condições oferecidas, pode ir embora”, afirma a decoradora. “Muita gente aproveita a crise para se aproveitar das pessoas, mas comigo, não!”, ela diz.

Brasil

Ana Catarina sempre gostou do Brasil e tem muitos amigos de lá que vivem em Lisboa. Para ela, o fato de os dois países falarem a mesma língua foi primordial na sua escolha: “Gosto muito do povo brasileiro, se eu tiver que sair da minha terra, deixar minha família e meus amigos, tem que ser para um lugar que seja bom, onde eu me sinta bem, culturalmente”.

Em termos econômicos, Ana acha que o Brasil está vivendo “um grande boom” por causa da Copa e das Olimpíadas, que impulsiona o setor da construção, que é a sua área. “O Brasil está a mil e quero aproveitar isso, pelo menos nos próximos cinco anos”, diz. Antes de aceitar definitivamente a oferta de emprego, ela passou um mês no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. “Me senti em casa”, ela confessa com um grande sorriso, contando que já está tendo aulas de capoeira.

Ana Catarina simboliza a situação vivida hoje por milhares de jovens portugueses profissionais e motivados, que nunca haviam pensado em deixar sua terra antes da crise financeira.
 

tags: Brasil - Crise financeira - Desemprego - Portugal
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