Greve na Grécia termina em violência e 120 detidos
Aviões no solo, trens paralisados, lojas com as portas fechadas e até os hospitais atendendo somente aos casos de urgência. A quarta-feira foi de greve nacional na Grécia, a primeira desde a chegada ao poder de um governo de coalizão, em junho. Em Atenas, cerca de 70 mil pessoas realizaram uma marcha em direção à praça Syntagma, em frente ao Parlamento, cercado por forças policiais. A manifestação acabou em tumulto e 120 pessoas detidas.
Mais uma vez, os trabalhadores protestavam contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo, para que o país consiga continuar recebendo a ajuda financeira acertada com a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu. Em Atenas, cerca de 70 mil pessoas realizaram uma marcha em direção à praça Syntagma, em frente ao Parlamento, cercado por forças policiais.
Os manifestantes gritavam “não vamos nos curvar à troika”, em relação às três instituições que concederam o empréstimo sob fortes condições de economia nas contas públicas gregas. O governo se comprometeu a economizar quase 12 bilhões de euros, durante os próximos dois anos, o que tem resultado em cortes praticamente todos os serviços públicos, além de redução de salários, pensões e aposentadorias.
Os grevistas se mobilizaram para protestar contra as restrições exigidas pelos credores do país, porém a manifestação na capital acabou se transformando em tumulto, depois que dezenas de jovens encapuzados começaram a jogar pedras e coqueteis molotov contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo. Dezenas de vitrines e paradas de ônibus foram depredadas, e pelo menos 120 manifestantes foram detidos. O protesto era acompanhado por helicópteros das autoridades, enquanto mais de 3 mil policiais estavam mobilizados para evitar atos de violência.
A greve foi convocada pelos dois principais sindicatos gregos, o Adedy e o Gsee, representando a metade dos 4 milhões de trabalhadores públicos e privados do país. O movimento social foi o primeiro teste para o governo do primeiro-ministro Antonis Samaras, que até então se beneficiava de relativa calma nas ruas devido ao período de férias de verão na Europa.
Além dos principais serviços públicos e do comércio, também os museus e atrações turísticas da capital grega ficaram fechados hoje. Uma pesquisa realizada na semana passada pelo instituto MRB mostrou que 90% dos gregos considera os cortes orçamentários “injustos” e que eles pesam sobretudo nas camadas mais pobres da população.

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Comentários (1)
Solução Amistosa
Infelizmente, os gregos estão em situação perigosa com problemas sociais e econômicos para a sua sobrevivência criados por órgãos europeus que certamente deixam de considerar as necessidades da coletividade grega, em decorrência da política internacional estabelecida pelos governos da Europa para que a Grécia tenha o colapso interno.
No mundo atual - a questão poderia ser examinada de forma diplomática e solidária aos gregos, sem haver maiores problemas para os demais países da Europa, assim como para a mesma Grécia que está em crise,sob o risco de convulsão social, revoltas e conflitos que poderão ter consequências mais graves do que as atuais.
Se a UE, FMI e Banco Central tivessem cuidado anteriormente dos problemas em questão, certamente os gregos estariam, hoje em situação menos comprometedora e procurando, naturalmente o caminho da racionalidade para resolver as suas dificuldades de âmbito nacional e também regional ou continental.
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