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Gás de Xisto - 
Artigo publicado em 29 de Junho de 2011 - Atualizado em 30 de Junho de 2011

França deve se tornar primeiro país a proibir exploração do gás de xisto

Campo de exploração de gás de xisto nos Estados Unidos.
Campo de exploração de gás de xisto nos Estados Unidos.
Getty Images

Ana Carolina Dani

A França está prestes a se tornar o primeiro país no mundo a proibir a exploração do gás de xisto feita a partir da técnica chamada de quebra ou fracionamento hidráulico. O Senado francês deve aprovar, nesta quinta-feira, projeto de lei que prevê a proibição do método, desenvolvido recentemente por indústrias, principalmente norte-americanas.

Apresentado como uma alternativa de transição ao petróleo rumo a fontes mais limpas de energia, o gás de xisto está agora na mira dos ecologistas. Estudos recentes indicam que a extração do gás pela técnica chamada de quebra hidráulica pode ser prejudicial ao meio ambiente.

Ao contrário dos gases convencionais, o gás de xisto é extraído a partir de um procedimento de perfuração horizontal que utiliza enormes quantidades de água, areia e produtos químicos injetados a uma forte pressão e em profundidade para a liberação do gás.

Uma das principais preocupações é que o processo contamine a água de lençóis freáticos, que se torna imprópria para o consumo. Um estudo publicado em abril pelo instituto norte-americano Climatic Change também indicou que grandes quantidades de gás metano são liberadas com a quebra hidráulica e não são aproveitadas no processo, vazando para a atmosfera.

No ano passado, o governo francês concedeu licenças de exploração do gás, mas, de acordo com a nova legislação,  os industriais terão, agora, que provar que a extração será feita por outra técnica e não pela quebra hidráulica.

Nos Estados Unidos, o gás de xisto atinge hoje mais de 20 por cento da produção energética nos e pode ultrapassar os 50% até 2030.

tags: Energia - França - Gás - Meio Ambiente
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