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Artigo publicado em 28 de Março de 2012 - Atualizado em 28 de Março de 2012

França e EUA querem usar reservas estratégicas para conter alta do petróleo

Após pedido dos Estados Unidos, a França aceitou usar reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços dos combustíveis.
Após pedido dos Estados Unidos, a França aceitou usar reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços dos combustíveis.
© Getty Images/Cameron Spencer

RFI

A França está discutindo com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha a possibilidade de utilizar as reservas estratégicas de petróleo. A informação foi anunciada hoje pelos ministros franceses da Energia e do Orçamento. O objetivo é provocar uma queda no preço dos combustíveis, cuja alta ameaça a atividade econômica e o emprego, a menos de um mês do primeiro turno da eleição presidencial.

"Foram os Estados Unidos que pediram, e a França acolheu de maneira favorável essa hipótese", afirmou nesta quarta-feira o ministro da Energia, Eric Besson. "Esperamos as conclusões da Agência Internacional da Energia (AIE)", acrescentou.

A porta-voz do governo e ministra do Orçamento, Valérie Pécresse, declarou que "a França acompanha os Estados Unidos e a Grã-Bretanha nas consultações da AIE que podem permitir o recurso a nossas reservas energéticas para acabar com a especulação".

"Também trabalhamos para convencer os países produtores de energia a colocar mais reservas no mercado", acrescentou ela.

Impulsionados pela alta do preço do petróleo, que está sendo negociado a quase US$ 125 por barril, um nível ultrapassado recentemente apenas em meados de 2008, quando chegou a quase US$ 150, os combustíveis aumentaram significativamente. O litro da gasolina chegou a € 2 ( R$ 4,86) em certos postos da capital francesa durante o mês de março.

Essa alta penaliza o consumidor, cujo poder aquisitivo está estagnado desde o final de 2011, e ameaça o emprego, em um momento em que o número de desempregados está em seu nível mais alto na França desde o final de 1999.

Tomas medidas para fazer o preço dos combustíveis cair é para o presidente Nicolas Sarkozy uma maneira de responder às promessas de congelamento temporário dos preços e de restabelecimento do "imposto flutuante" feitas pelo candidato socialista François Hollande, o favorito nas pesquisas de intenção de voto.

A questão do uso das reservas estratégicas também é urgente nos Estados Unidos, que passa igualmente por um período de campanha eleitoral, mesmo se a decisão da Arábia Saudita de intervir para remediar qualquer perturbação da produção que seria provocada pelas tensões com o Irã tenha tranquilizado um pouco o governo.

Tradicionalmente, cabe à AIE, sediada em Paris, coordenar as liberações de reservas estratégicas de petróleo. Mas até agora a entidade se recusou a coordenar uma liberação global dos estoques dos seus 28 membros.

 

tags: Eleição presidencial - Eleições Americanas 2012 - Eleições Francesas 2012 - François Hollande - Nicolas Sarkozy - Petróleo
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