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Artigo publicado em 20 de Agosto de 2012 - Atualizado em 20 de Agosto de 2012

França diz que não haverá solução na Síria sem a renúncia de Assad

François Hollande (e) durante encontro com mediador internacional para a crise síria, Lakhdar Brahimi, em Paris.
François Hollande (e) durante encontro com mediador internacional para a crise síria, Lakhdar Brahimi, em Paris.
REUTERS/Patrick Kovarik

RFI

O presidente francês se reuniu nessa segunda-feira em Paris com o novo mediador internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi. Durante o encontro, François Hollande disse que nenhuma solução política será possível na crise síria sem que Bashar al-Assad deixe o poder. Mas o líder francês enfatizou que a prioridade é cessar a violência que toma conta do país há 17 meses.

François Hollande foi o primeiro chefe de Estado a receber o diplomata argelino Lakhdar Brahimi desde sua nominação, na sexta-feira, para o cargo de mediador internacional na crise síria no lugar de Kofi Annan. Durante uma reunião de menos de uma hora no palácio do Eliseu, a sede da presidência francesa, Hollande pediu que Brahimi faça tudo para obter o fim da violência na Síria.

Mas para o francês, “não se pode ter uma solução política sem a saída de Bashar al Assad” do poder. A declaração destoa da posição adotada até agora pelo mediador, que afirmou durante o fim de semana que ainda era muito cedo para dizer se o presidente síria deveria se retirar. A postura de Brahimi suscitou críticas imediatas da oposição na Síria.

O emissário especial agradeceu a França por seu empenho para tentar resolver o impasse envolvendo o regime de Damasco, em clima de guerra há 17 meses. Lembrando que Paris dirige atualmente a presidência temporária do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o diplomata argelino disse que os franceses têm um papel importante nas negociações sobre a Síria.

Ao receber Lakhdar Brahimi em seu primeiro de trabalho após as férias de verão, o presidente francês também tenta responder às críticas feitas pela oposição, que o acusaram recentemente de não ter se mobilizado sobre a Síria. A França enviou uma missão com médicos para a fronteira sírio-jordaniana, e o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, esteve no Líbano e na Turquia, dois países vizinhos, para discutir a situação do regime de Damasco.

tags: Conflito armado - Diplomacia - França - Síria
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