Crise/Educação - 
Artigo publicado em 21 de Agosto de 2012 - Atualizado em 21 de Agosto de 2012

Universitários franceses empobrecem mais rápido do que resto da população

Os universitários franceses voltam às aulas em setembro.
Os universitários franceses voltam às aulas em setembro.
Reuters

RFI

A crise está atingindo duramente os universitários franceses. Relatório do principal sindicato estudantil da França, Unef, divulgado nesta terça-feira mostra que eles emprobecem duas vezes mais rápido que o resto da população.

O custo de vida de um estudante universitário francês subiu este ano 3,7%, isto é, o dobro da inflação no país calcula o primeiro sindicato estudantil da França. O aumento dos alugueis, mais 10,8% em Paris por exemplo, mas também de produtos de primeira necessidade são apontados com os responsáveis.

O segundo sindicato do pais estima que um universitario gastará em setembro, primeiro mês do ano letivo na França, 2.434 euros, o equivalente a cerca de 6 mil reais, para viver e pagar as taxas escolares. Este valor aumentou 50% nos últimos dez anos enquanto as bolsas de estudo e outros dispositivos de ajuda subiram muito pouco.

Assim que assumiu, o governo de François Hollande valorizou as bolsas em 2,1%. Um aumento considerado insuficiente pelos sindicatos. O valor máximo de uma bolsa universitária na França é hoje de 469 euros por mês e apenas 20% dos universitários têm esse benefício.

Com a crise, as famílias de classe média não conseguem mais ajudar seus filhos, os estudantes não obtém empréstimos bancários para financiar seus estudos e são obrigados a trabalhar. 73% dos quase dois milhões de meio de estudantes franceses declaram ter que trabalhar atualmente, contra 48% em 2006. E um estudante que trabalha multiplica por dois suas chances de fracasso na universidade, alerta o Instituto francês de Estatística.

tags: Crise - Custo de vida - Educação - estudantes - Inflação - Sindicatos - Universidade
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Comentários (1)

REPÚBLICA " $$audade do Papai "

Olá amigos da RFI, para os universitários carentes de recursos levar adiante os estudos até por fim portar um diploma que o habilite num mercado de trabalho exigente e, portanto, se estabelecer com uma vida resolvida nas condições atuais como mostrado na reportagem acima é mais que um problema e pode ser o fim do sonhado futuro; E se o unversitário trabalhar seja estágio ou outros serviços bem nesses casos aí na França existe até uma estatística apontando para o fracasso se assim ele decidir, aqui faço uma parenteses; Na USP ( Universidade de São Paulo ) não existe essa ajuda do governo, diga-se que 90% das vagas pertencem aos estudantes da Classe Média Alta de modo que o PAPAI é quem banca esse tempo de formação do aluno e nós os OPERÁRIOS resta se fazer de Herói, trabalha de dia e estuda à noite e só existe essa hipótese, daí jamais seríamos MÉDICOS ou ENGENHEIROS por ter que se dispor em tempo integral. Eu fiz a minha opção: Estudei FILOSOFIA de tarde e quando podia ADVOGAVA isso deu o maior SAMBA DO CRIOLO DOIDO pois no Forum eu usava uma linguagem filosófica e na USP meus termos eram forenses. UNIVERSITÁRIO FRANÇÊS NUNCA DESISTA, FORTE ABRAÇO À TODOS.

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