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Artigo publicado em 11 de Dezembro de 2010 - Atualizado em 11 de Dezembro de 2010

Brasil é o convidado de honra de Festival no Senegal

Abertura do 3° Festival  Mundial das Artes Negras em  Dacar (Senegal).
Abertura do 3° Festival Mundial das Artes Negras em Dacar (Senegal).
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RFI

O Brasil é o convidado de honra da terceira edição do Festival Mundial das Artes Negras (Fesman) que começou nesta sexta-feira em Dacar, capital do Senegal. Sob o tema "Renascimento africano, a terceira edição do evento quer mostrar uma África livre, criativa e otimista, diferente daquele continente devastado muitas vezes retratado pela mídia internacional.

Com 80 milhões de afrodescendentes ou mestiços, o Brasil é considerado como um símbolo da diversidade cultural. O Ministério da Cultura brasileiro ficou encarregado de formar uma delegação de artistas que farão apresentações no festival. Os pontos altos das atrações brasileiras contam com os cantores Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Chico César, Margareth Menezes e a escola de samba Império Serrano. Neste sábado, uma partida de futebol entre o Brasil e o Senegal é uma das grandes atrações do festival.

O ministro brasileiro da Iguldade Racial, Elói Ferreira de Araújo, representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura do evento e destacou a importância das relações entre o Brasil e a África nas áreas cultural e esportiva. “Ressalto que a partida de futebol entre as seleções nacionais sub-17 do Brasil e do Senegal , uma das atividades do festival programada para o dia 11 de dezembro, será a forma visível de transmitir ao grande público uma amostra dos laçls de amizade que unem nossos países e sociedades”, declarou o ministro.

Até o dia 31 de dezembro, a África quer representar a pluralidade de identidades e promover o diálogo entre os povos da cultura africana. O Fesman reúne 54 países, mas o desejo dos organizadores é de ampliar esta participação para 80. Durante os 21 dias, o evento contará com a várias atividades culturais como música, dança, teatro, literatura, cinema, além de esportes, ciência e tecnologia de todo o continente.

O Ministro da Cultura do Senegal e responsável pelo evento, Mame Birame Diouf, ressaltou que o Festival "não servirá, apenas, para a participação de celebridades e sim, como uma ampla janela, aberta a diversidade da produção cultural africana e da diáspora, sem intermediários". Diouf reforçou a necessidade de discutir o renascimento africano através da história.

O Senegal recebe a terceira edição do Festival Mundial das Artes Negras 44 anos depois da primeira edição que também aconteceu na capital Dacar. Em 1966, a África vivia um momento político muito importante de descolonização. O festival reforçou o sentimento de dignidade dos povos negros em terras africanas. A segunda edição, aconteceu em 1977 na Nigéria.

Colaboração de Solange Kurpiel e do correspondente da RFI em Dacar Candido Câmara.

Cândido Câmara, correspondente da RFI em Dacar
 
11/12/2010
 
 

tags: África - Brasil - Celebração - Festival - Música
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