Artigo publicado em 06 de Agosto de 2011 - Atualizado em 06 de Agosto de 2011

Imprensa francesa repercute crise econômica americana

Imprensa francesa repercute crise econômica americana
Imprensa francesa repercute crise econômica americana
REUTERS/Ralph Orlowski

Ana Carolina Peliz

A repercussão do rebaixamento da nota da dívida americana e a impossibilidade dos líderes europeus de encontrar uma saída para a crise, são destaque nos jornais franceses nesse sábado.

“Crise: a América rebaixada e o G7 paralisado” é a manchete do jornal Le Monde desse sábado. O jornal destaca a queda das bolsas na Europa durante a semana, mesmo depois do anuncio da diminuição do desemprego nos Estados Unidos. Outro tema tratado pelo jornal é o rebaixamento da nota da divida americana pela agência Standad & Poor’s e a probabilidade dessa decisão ter um efeito "bola de neve" sobre as outras agências de notação financeira como Fitch e Moodys, o que atingiria de maneira grave a administração de Barack Obama.

Segundo o jornal, nos últimos tempos, as grandes decisões nos Estados Unidos são anunciadas na sexta-feira, depois do fechamento de Wall Street, o que deixaria dois dias para mercados e dirigentes políticos decidirem o que fazer. E sobre decisões, o jornal comenta a incapacidade dos países da Europa de encontrar uma solução econômica comum para sair da crise e a reação da China, principal credor dos Estados Unidos, que exigiu que o país começasse a tratar de maneira efetiva o problema estrutural de sua dívida.

Segundo o Liberation, “a sexta-feira foi negra para o planeta das finanças que já não acredita na capacidade dos políticos de estrangular as ameaças da recessão”.

Le Figaro fala da tentativa de mobilização dos países europeus para conter a crise, depois da forte queda das bolsas europeias da semana passada. Segundo o jornal, entre os homens políticos europeus, o que mais sofreu pressões na sexta-feira foi Silvio Berlusconi. O Banco Central Europeu teria exigido do presidente do Conselho Italiano reformas orçamentárias como condição para que voltasse a investir na dívida do Tesouro italiano. O jornal também comenta o déficit comercial da França que deve alcançar um novo record nesse ano. A balança comercial do país teria tido uma perda 5,6 bilhões de euros em junho, levando o déficit exterior francês, na primeira metade do ano, a 37,5 bilhões de euros.
 

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