Portugal/Crise - 
Artigo publicado em 12 de Agosto de 2011 - Atualizado em 12 de Agosto de 2011

Plano de austeridade adotado por Portugal satisfaz credores

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, adotou medidas drásticas para cortar gastos do Estado.
O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, adotou medidas drásticas para cortar gastos do Estado.
REUTERS/Rafael Marchante

RFI

A União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, principais credores de Portugal, se declararam satisfeitos com a aplicação do plano de rigor e de reformas aplicado pelo país, mas enfatizam que sérios desafios ainda devem ser superados.

A missão que representa os credores de Portugal, declarou-se satisfeita com as medidas de austeridade adotadas pelo país em maio. A missão, formada por autoridades da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, ainda parabenizou os portugueses pelo empenho na aplicação do plano.

A satisfação dos credores permite a liberação de 11,5 bilhões de euros da segunda parte dos 78 bilhões previstos para pagar as dívidas e estimular a economia do país. Portugal já tinha recebido, em maio desse ano, 19,8 bilhões da primeira parcela da ajuda.

O governo de centro-direita português, que tinha prometido adotar medidas de austeridade ainda mais rigorosas que as exigidas pelo FMI e a União Europeia, já começou a aplicar muitas das recomendações.

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho privatizou empresas no setor de energia e de telecomunicações, aumentou em 15% os preços dos transportes públicos, reorganizou vários organismos públicos e fechou 297 escolas primárias. Para fazer o mercado de trabalho mais competitivo e relançar a economia, o governo pensa em reduzir o seguro desemprego de 30 a 20 dias de salário por ano trabalhado.

Mas o programa de austeridade de Portugal, terceiro país da Europa depois da Grécia e da Irlanda a beneficiar de uma assistência financeira, contribuiu a uma contração da economia. A União Européia, o FMI e o Banco Central Europeu preveem uma recessão de 2,2% para esse ano e de 1,8% em 2012 antes de uma volta do crescimento no começo de 2013.
 

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