Nova presidente da Petrobras tem "missão complexa", diz jornal
A posse da nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, é destaque nas páginas do jornal francês de economia Les Echos desta terça-feira. Com o título de "Missão complexa para a nova presidente da Petrobrás", a reportagem do correspondente em São Paulo chama a atenção para os "sérios desafios da nova chefe, que deverá colocar a empresa de "volta nas vias do crescimento".
O texto lembra que Foster trabalha há 34 anos na gigante brasileira e que ela se transformou na primeira mulher a comandar uma companhia petrolífera no mundo. A experiência deve ajudá-la a superar as dificuldades "da pressão dos custos e as variações do câmbio", apontadas pela Petrobras como as causas para os resultados "abaixo das expectativas", analisa o Les Echos.
"A produção foi amputada de cerca de 40 mil barris por dia" nos últimos anos, explica o jornal, para que a companhia pudesse se adequar a novas normas de segurança e evitar desastres ambientais.
O texto lembra que Foster trabalha há 34 anos na gigante brasileira e que ela se transformou na primeira mulher a comandar uma companhia petrolífera no mundo. A experiência deve ajudá-la a superar as dificuldades "da pressão dos custos e as variações do câmbio", apontadas pela Petrobras como as causas para os resultados "abaixo das expectativas", analisa o Les Echos.
"A produção foi amputada de cerca de 40 mil barris por dia" nos últimos anos, explica o jornal, para que a companhia pudesse se adequar a novas normas de segurança e evitar desastres ambientais.
O texto relata que os planos da companhia são de produzir 6 milhões de barris por dia em 2020, o que a transformaria na "terceira maior produtora de ouro negro do mundo". Mas para isso, Graça terá de enfrentar dificuldades como as deficiências da indústria local, que resultam na falta de peças e materiais essenciais para a normalização da produção. Somente assim, diz o Les Echos, "a Petrobras poderá alcançar a sua velocidade de cruzeiro".
Próteses Mamárias
Outro assunto na imprensa francesa de hoje é uma reportagem do jornal Le Figaro sobre o passado da fabricante PIP, que produzia próteses de silicone defeituosas na França, exportadas para o mundo todo. Com base nos arquivos do inquérito policial sobre as irregularidades, a matéria conta que o fundador da marca, Jean-Claude Mas, empregava funcionários não-qualificados para exercer cargos de importância na empresa.
Por meio de relações familiares ou pessoais, ele contratou um padeiro, um cozinheiro e um eletricista para trabalharem como coordenadores ou observadores de produção das próteses mamárias, funções para as quais não tinham qualquer formação.

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