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Artigo publicado em 28 de Fevereiro de 2012 - Atualizado em 28 de Fevereiro de 2012

Bom aluno, Portugal vai receber nova parcela de empréstimo

O ministro das Finanças português, Vítor Gaspar.
O ministro das Finanças português, Vítor Gaspar.
REUTERS/Jose Manuel Ribeiro

RFI

Portugal foi aprovado na terceira avaliação feita por seus credores e vai receber os 14,6 bilhões da quarta parcela da ajuda econômica de 78 bilhões de euros. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo ministro português das Finanças, Vitor Gaspar.

“Este resultado positivo ilustra a nossa capacidade de aplicar um programa exigente apesar da evolução desfavorável do contexto atual”, disse Gaspar, durante uma conferência após a avaliação. A Troika, que representa os principais credores do país, o (Fundo Monetário Internacional, União Europeia, Banco Central Europeu) realiza a cada trimestre uma revisão do país sobre a aplicação das medidas de redução de austeridade.

“Após três exames regulares concluídos com sucesso e quatro pagamentos, nós já receberemos de nossos parceiros intencionais 48,8 bilhões de euros, entre eles 4,3 bilhões são reservados à recapitalização dos bancos”, precisou o ministro, sublinhando que “o processo de ajustamento de Portugal progride como previsto.”

O ministro também anunciou que as previsões de crescimento da economia portuguesa este ano foram revisadas e serão mais baixas. O país terá uma recessão de 3,3% do PIB contra 3% anteriormente.

Terceiro país da zona do euro a beneficiar de um plano de salvamento financeiro, depois da Grécia e da Irlanda, Portugal se comprometeu a colocar em prática um programa de rigor e de reformas durante três anos, em troca do empréstimo concedido em maio de 2011 pela União Europeia e o FMI.

As previsões econômicas pouco encorajadoras alimentam temores de que Portugal peça uma ajuda suplementar, que poderia ser tanto um prolongamento do plano de ajuda, quanto uma reestruturação da dívida, como fez a Grécia.

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho tentou afastar estas preocupações, repetindo várias vezes que seu país não pediria “nem mais tempo, nem mais dinheiro” aos credores.
 

tags: BCE - Crise - Crise financeira - Dívida - FMI - Portugal - União Europeia
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