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Artigo publicado em 11 de Julho de 2012 - Atualizado em 11 de Julho de 2012

Libération aponta falhas da Airbus na queda do AF447

Alain Bouillard, investigador-chefe do BEA, durante coletiva de imprensa desta quinta-feira que apresenta o relatório final do acidente de 2009, do vôo Rio-Paris.
Alain Bouillard, investigador-chefe do BEA, durante coletiva de imprensa desta quinta-feira que apresenta o relatório final do acidente de 2009, do vôo Rio-Paris.
REUTERS/Benoit Tessier

RFI

O jornal Libération acompanhou nessa terça-feira a divulgação do relatório judicial sobre a catástrofe com o voo Air France AF447 na sala da juíza Sylvia Zimmermann, responsável pela investigação. Dois elementos merecem destaque.

Um documento que só apareceu na versão final do relatório do BEA, encarregado da investigação civil, mostra que a Airbus e a Agência Europeia de Segurança Aérea (AESA) conheciam desde 2010 os problemas técnicos com o diretor de voo, equipamento que pode ter induzido os pilotos ao erro fatal que levou à queda do avião. Outro elemento importante revelado pelo jornal é que a juíza Sylvia Zimmermann tem reclamado da má vontade da agência em responder às questões levantadas pela justiça. As autoridades de segurança aérea colaboraram com o BEA, mas têm evitado a justiça pelas repercussões possíveis contra a Airbus.

Libération explica em detalhes as sucessivas falhas técnicas que levaram à queda do avião, matando os 228 ocupantes. De acordo com o jornal, o relatório judicial atenua a responsabilidade da tripulação no acidente. Diante dos fatos, o Libération afirma que o avião deu uma ordem errada ao piloto, mandando empinar o nariz do avião até a perda de sustentação que provocou a queda, ordem que partiu do diretor de voo.

Emancipação das domésticas no Brasil

A revista semanal L'Express que chegou hoje às bancas traz uma reportagem sobre a emancipação das empregadas domésticas no Brasil, provocada pelo crescimento econômico e a redução das desigualdades sociais na última década. "Viva o Brasil, nasceu uma classe média", escreve L'Express, contando que as 7 milhões de domésticas que ainda existem no país estão em posição de força e já conseguem impor suas condições de trabalho.

Em quatro páginas de reportagem, a revista mostra a evolução do mercado de trabalho brasileiro, que está levando outras profissões não-qualificadas à extinção, como ascensorista de elevador, porteiro ou frentista de posto de gasolina. L'Express conclui que essa evolução é muito positiva e um sinal de transformação da sociedade emergente. "A classe média brasileira vai ter de aprender a arrumar as camas e pegar a vassoura para passar um pano no chão", sublinha L'Express.
 

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Comentários (1)

AF 447 - Plano de Voo.

Em que pese o critério técnico consistente do Relatório Final produzido pelo BEA, parece-me inacreditável a omissão quanto às razões que levaram a tripulação a entrar na pesada formação meteorológica, apesar de constar das conclusões do citado relatório a menção a outros aviões terem desviado da tempestade.
De fato, as falhas operacionais da Air France em colocar pilotos tão despreparados e um comandante tão irresponsável na tripulação ficam agravadas ao observar-se que o avião não tinha combustível suficiente para realizar qualquer desvio em rota, sob pena de ter de fazer pouso intermediário, pois não chegaria a Paris.
Devido ao limite máximo de peso para a decolagem, o combustível embarcado era insuficiente para a rota, mais a reserva necessária para eventual alternativa. Por causa disso, a tripulação usou o deplorável artifício de programar o vôo para Bordeaux, alternando Paris. Ou seja, se tudo houvesse corrido bem, o avião chegaria a Paris de forma irregular e temerária, em situação crítica de combustível.
Tudo o mais faz parte do conjunto de absurdos que levaram ao acidente.
Cordialmente,
Rogério R. Machado

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