13 de Julho de 2012
Desaceleração da China pode afetar o Brasil
Leticia Constant

A China teve o menor crescimento trimestral desde 2009. O Produto Interno Bruto cresceu 7,6% no segundo trimestre deste ano, sobre o mesmo período do ano passado, abaixo dos 8,1% dos três primeiros meses de 2012. O número confirma as previsões de desacelaração da economia chinesa. O encolhimento provoca dores de cabeça globais e pode afetar mercados como o do Brasil, que exporta principalmente matérias primas para o país asiático.

A correspondente da RFI em Pequim, Janaína Silveira, explica que a desaceleração se deve principalmente à baixa demanda pelos produtos chineses nos tradicionais mercados compradores, o norte-americano e o europeu, além de à queda no investimento estrangeiro dentro da China. Ambos são consequências naturais da crise que começou lá em 2008 e que desde então só se agrava, principalmente na zona do euro.


A economia mundial está fragilizada, para citar expressão cunhada hoje em reportagem do jornal britânico Financial Times. Entre os exemplos, a reportagem cita cortes de juro na Coreia do Sul e no Brasil - cuja taxa básica de juros, a Selic, foi fixada em 8%, baixa histórica na série iniciada pelo Banco Central em 1986.

 

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