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França/14 de julho - 
Artigo publicado em 14 de Julho de 2012 - Atualizado em 14 de Julho de 2012

Hollande diz que plano de demissões da Peugeot é inaceitável

François Hollande em entrevista a televisões francesas neste sábado (14). O chefe de Estado marcou sua oposição ao plano de demissões da Peugeot.
François Hollande em entrevista a televisões francesas neste sábado (14). O chefe de Estado marcou sua oposição ao plano de demissões da Peugeot.
France Télévisions

RFI

O presidente francês concedeu, neste sábado, sua segunda entrevista à televisão francesa depois de sua eleição em maio. François Hollande afirmou que o plano de demissões do grupo Peugeot Citroën é inaceitável e prometeu uma “intervenção”. Sobre a recente polêmica envolvendo sua companheira, Valérie Trierweiler, o presidente disse que “assuntos privados devem ser resolvidos em privado”.

Em uma entrevista dada aos principais canais de televisão francesa durante as celebrações da queda da Bastilha, François Hollande falou sobre o plano do grupo Peugeot Citroën, segundo construtor europeu, que acabou de anunciar o fechamento de fábricas na França e o corte de 8 mil empregos. O presidente afirmou que o plano de reestruturação é “inaceitável” e que deve ser “renegociado”.

O chefe de Estado se mostrou particularmente severo com relação à direção do grupo, acusada de ter adiado o anúncio do plano para depois das eleições presidenciais. De acordo com Hollande, um especialista foi encarregado de examinar as decisões do grupo. O presidente francês reconheceu que o governo não pode evitar o fechamento das fábricas, mas afirmou que pode agir oferecendo “formações profissionais”. Ele garantiu que o emprego e a “recuperação produtiva” e industrial são prioridades em seu governo assim como a redução da dívida.

Com relação à crise da zona do euro, Hollande repetiu sua oposição à introdução na Constituição francesa de uma “regra de ouro”, para controlar as contas públicas. Ele precisou que isso seria feito através de uma “lei orgânica”.

Vida privada

O presidente também foi interrogado pelos jornalistas sobre a polêmica gerada pelo tuíte de sua companheira, Valérie Trierweiler, apoiando o adversário de Ségolène Royal, ex-esposa de Hollande, durante as eleições legislativas. O presidente afirmou que pediu, tanto a ela quanto a seus próximos, de tratar “em privado” os “assuntos da vida privada”.

“Os franceses querem que as coisas sejam claras, que o Estado seja dirigido por quem eles escolheram e que não haja interferências”, acrescentou. Quando os jornalistas perguntaram sobre a possibilidade deste tipo de situação se reproduzir, o chefe de Estado respondeu com um “não” categórico.

O presidente também afirmou que não existe um status de primeira-dama, questionado recentemente por sua companheira. “Valérie quer continuar sua atividade profissional. Eu entendo. Por isso, ela estará a meu lado quando o protocolo exigir”, declarou Hollande, reconhecendo que “não é fácil ocupar este lugar” e que “devem existir regras”. Valérie Trierweiler é jornalista da revista Paris Match.

tags: Comemoração - França - François Hollande - Peugeot - Valérie Trierweiler
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