Portugal/ Explosão - 
Artigo publicado em 23 de Agosto de 2012 - Atualizado em 23 de Agosto de 2012

Imprensa portuguesa diz que brasileira matou os filhos e se suicidou

Imprensa portuguesa afirma que brasileira provocou explosão para se suicidar e matou os filhos, na quarta-feira (22).
Imprensa portuguesa afirma que brasileira provocou explosão para se suicidar e matou os filhos, na quarta-feira (22).
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RFI

O site do Jornal de Notícias de Portugal afirma que houve homicídio e suicídio no caso da explosão de quarta-feira em uma casa em Castro Marim, em Portugal, que provocou a morte de uma mulher e de seus dois filhos, todos brasileiros.

Segundo o jornal, uma fonte da diretoria da Polícia Judiciária de Faro teria confirmado que a dentista Luciana Garcia, de 42 anos, encharcou de gasolina o quarto onde estava com os dois filhos e depois ateou fogo com um isqueiro. As crianças, de 11 e 13 anos, ao perceberem o que a mãe fazia, gritaram por socorro.

De acordo com a Polícia Judiciária de Faro, em Portugal, os corpos foram encontrados parcialmente carbonizados em um quarto da casa onde a família morava, com a porta fechada. Mas somente depois da análise do relatório da perícia e das autópsias será possível determinar com mais detalhes a sequência de acontecimentos.

Segundo a polícia, Luciana sofria de um quadro clínico “complicado”, com depressão profunda e já tinha ameaçado de se matar.

O Jornal de Notícias entrevistou uma vizinha que estava na piscina, ouviu gritos e, logo depois, uma explosão. Havia muita fumaça na casa da brasileira, e ninguém respondia ao chamado dos vizinhos que foram até o local e acabaram chamando os bombeiros.

Luciana era proprietária de uma clínica em Vila Real de Santo Antônio. O marido, também dentista, estava no trabalho no momento do incidente.

 

tags: Brasileiros - Castro Marim - Explosão - Morte - Portugal - Suicídio - Vila Real de Santo Antônio
Comentários (1)

morte sem sentido

Esse poema define o que sinto ao ler sobre a brasileira que matou os filhos e se suicidou... meus filhos tem 11 e 15, não consigo quantificar o grau de insanidade desta mãe... como ninguém percebeu o perigo eminente?

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
Carlos Drummond de Andrade

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