Crise imobiliária - 
Artigo publicado em 31 de Agosto de 2012 - Atualizado em 31 de Agosto de 2012

Espanha promove quinta reforma bancária em três anos

Espanhóis enfrentam quinta reestruturação do sistema bancário em três anos.
Espanhóis enfrentam quinta reestruturação do sistema bancário em três anos.
REUTERS/Jon Nazca

RFI

O governo espanhol aprovou nesta sexta-feira a quinta reforma bancária dos últimos três anos no país. O decreto-lei que reestrutura as entidades de crédito é uma das contrapartidas exigidas pela Eurozona para liberar o empréstimo de até 100 bilhões de euros prometido em junho para o setor, fragilizado desde o estouro da bolha imobiliária, em 2008.

Em grandes linhas, a nova reforma aumenta as taxas de solvência exigidas dos bancos e facilita a passagem a tutela pública das instituições que não atingirem estas metas. Ela também estabelece a criação de um "bad bank" ou banco de revogação, para o qual serão transferidos os ativos imobiliários considerados de risco para serem realocados ao mercado.

De acordo com a porta-voz do governo espanhol Soraya Saenz de Santamaria, "esta norma tem como objetivo fundamental proteger o processo de saneamento (do setor bancário) para relançar o crédito" às empresas e ao povo espanhol, "sem onerar o contribuinte". Ela explicou que o plano deve dinamizar o mercado imobiliário ao colocar à venda uma reserva de moradia a preços razoáveis. Desde a bolha, estima-se que o país tenha mais de um milhão de alojamentos desocupados.

Panela de pressão
A Espanha continua sob forte tensão dentro da zona do euro. Além de ter pedido o maior plano de salvamento financeiro sem ter conseguido cumprir com o pagamento de suas dívidas, o país tem o maior índice de desemprego do bloco: 25,1% da população ativa não tem trabalho. Os dados sobre o desemprego na região foram divulgados nesta sexta-feira pelo Eurostat, o organismo europeu de estatística.

De acordo com a pesquisa, o bloco teve desemprego recorde em julho, com 11,3% da população ativa (ou 18 milhões de pessoas) fora do mercado. Comparado a julho do ano passado, o número de desempregados nos 17 paises da união monetária teve um aumento de mais de dois milhões. Trata-se do décimo quinto mês consecutivo em que o desemprego atingiu ou ultrapassou 10% na zona do euro.

O estado com menor índice de desemprego é a Áustria, com apenas 4,5%, seguida por Holanda (5,3%), Alemanha e Luxemburgo, com 5,5% cada. No conjunto da União Europeia, que reúne 27 estados, o índice de desemprego permaneceu estável em julho com relação ao mês anterior, a 10,4% da população ativa, o que também é um recorde.

tags: Bancos - Crise - Desemprego - Espanha - Euro - União Europeia - Zona do Euro - Zona Euro
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