03 de Setembro de 2012
Companhia francesa concede licença-paternidade para homossexuais
Funcionários homossexuais da companhia telefônica SFR agora têm o direito à licença-paternidade
Funcionários homossexuais da companhia telefônica SFR agora têm o direito à licença-paternidade
©apgl.fr
Danilo Rocha Lima

A partir de agora, na França, a licença-paternidade não é mais um benefício exclusivo do homem. Pelo menos na companhia telefônica francesa SFR, que decidiu estender a licença-paternidade para seus assalariados homossexuais. Eles terão direito a onze dias de licença, o equivalente à licença-paternidade atual à qual todos os pais franceses heterossexuais têm direito. A novidade nesta decisão da SFR é que a companhia não esperou a decisão da justiça para agir.

Após inúmeras solicitações e reuniões com grupos de representantes dos empregados, a empresa tomou a iniciativa e estabeleceu que a nova regra é efetiva a partir desta segunda-feira, 3 de setembro. Catherine Blairon, da associação Homosfere, que representa os assalariados homossexuais da SFR, diz que a decisão chegou em boa hora. Entretanto, ela afirma que a iniciativa trará um outro problema à tona: o preconceito entre colegas de trabalho.

Para o antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott, a falta de iniciativa das empresas brasileiras para a concessão da licença-patenidade aos homossexuais deve-se à ausência de mobilização dos próprios gays e lésbicas. E a advogada brasileira Thiele Reinheimer, especialista em direito homoafetivo, afirma que  o termo licença-paternidade deveria ser substituído por licença-natalidade.

 

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