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Artigo publicado em 10 de Setembro de 2012 - Atualizado em 10 de Setembro de 2012

Com estilo mais firme, Hollande revela custo da crise para os franceses

François Hollande prometeu que, em dois anos vai estabilizar as contas públicas.
François Hollande prometeu que, em dois anos vai estabilizar as contas públicas.
Reuters

RFI

O anúncio do rigoroso plano de economias para a França apresentado no domingo à noite pelo presidente François Hollande durante uma entrevista ao principal telejornal do país divide as manchetes dos jornais com a polêmica decisão do homem mais rico da França, Bernard Arnault, de pedir a nacionalidade belga.

Hollande confirma um aperto fiscal sem precedentes, resume Les Echos. O jornal destaca que o líder socialista fixou a meta de dois anos para consertar a situação econômica da França e das contas públicas. Les Echos chama de "histórico" o esforço do presidente em arrecar 20 bilhões de euros por meio de impostos e o corte de 10 bilhões do orçamento do governo para 2013.

O conservador Le Figaro ironiza dizendo que os franceses que aguardavam uma "mudança já", como prometia Hollande durante a campanha eleitoral, terão que esperar mais um pouco. A referência é à data de 2014 fixada pelo presidente para trazer o país de volta ao caminho da prosperidade e do equilíbrio orçamentário. Para o jornal conservador, Hollande tenta fazer na França o que Gerard Schroder fez com a Alemanha, mas com a diferença de que o chanceler alemão lançou reformas para melhorar a competitividade do país enquanto o presidente francês aposta no aumento de impostos e entrega aos patrões e empregados a dura tarefa de reformar o mercado de trabalho em busca de uma melhora da competitividade.

Hollande apresentou a fatura aos franceses, conclui o Le Parisien ao fazer as contas de cada um nesse esforço para enfrentar a crise: 30 bilhões de euros, divididos em partes iguais para a população, as empresas e o governo, que fará cortes drásticos em todos os setores. Os franceses descobriram ontem um novo presidente, com tom e estilo firmes, que confirmou a disposição de cobrar impostos de 75% dos que ganham mais de 1 milhão de euros no país.

Os jornais lembraram que a intervenção do presidente francês acontece durante uma polêmica que agitou o meio político e econômico francês: o pedido do homem mais rico da França, Bernard Arnault, de obter a nacionalidade belga. Caia fora rico imbecil, reagiu em manchete o Libération, ao resgatar uma frase do ex-presidente Sarkozy que certa vez insultou um trabalhador que criticou seu governo. Mesmo garantindo que vai continuar a pagar seus impostos na França, Arnault, dono da maior fortuna pessoal do país e a quarta maior do mundo, construída pelo seu império de luxo LVMH, não deixa de ser uma crítica explícita à política fiscal do governo, afirma o Libé.

tags: Crise financeira - França - François Hollande - Imprensa - Política - Televisão
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