17 de Setembro de 2012
Autoria polêmica do Cristo Redentor é debatida na França
Adon Peres (à esq.) e Marcio Roiter posam diante da maquete do Cristo Redentor, no Espaço Landowski, em Boulogne Billancourt, na França.
Adon Peres (à esq.) e Marcio Roiter posam diante da maquete do Cristo Redentor, no Espaço Landowski, em Boulogne Billancourt, na França.
Foto: Eugenia Fernandes
Leticia Constant

Quem foi o verdadeiro criador do Cristo Redentor?  A resposta não é tão simples assim, já que o projeto envolveu diversas pessoas. A ideia veio do Arcebispo do Rio de Janeiro nos anos 20, Dom Sebastião Leme, quando o Brasil preparava as comemorações para o centenário da Independência; o engenheiro construtor Heitor da Silva Costa concebeu um projeto que foi recusado em 1923, mas ele foi mantido como diretor das futuras obras; o artista plástico Carlos Oswald criou o desenho final do monumento e o escultor francês Paul Landowski realizou as mãos e a cabeça em seu ateliê na França, em Boulogne Billancourt, na periferia de Paris.

O Cristo, que tem 38 metros de altura,  foi construído sobre o morro do Corcovado e inaugurado em 1931.

A polêmica atravessou o oceano Atlântico e foi objeto de uma conferência no Museu dos Anos 30, que fica no Espaço Cultural Landowski, na cidade do escultor francês. Participaram do evento o presidente do Instituto Art Decô Brasil, Marcio Roiter, e o historiador de arte Adon Peres. Ambos concordam que é difícil apontar um só nome para a criação do Cristo mais famoso do mundo e a ideia de uma autoria múltipla não é descartada.

 

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