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Aumento da recompensa pela cabeça do escritor Salman Rushdie ilustra o retorno do ódio, diz Libération

O jornal progressista Libération denuncia em sua manchete a ação da fundação religiosa iraniana (15 Khordad) que aproveitou a onda de manifestações contra o filme "A inocência dos muçulmanos" para aumentar a recompensa pela cabeça do escritor Salman Rushdie, autor de "Os versos satânicos", também considerado ofensivo ao Islã. "O regime dos molás está oferecendo US$ 3,3 milhões para quem matar o escritor, US$ 500 mil a mais do que no ajuste anterior, feito em 1998", relata o Libération, considerando a manobra de um oportunismo odioso.
O primeiro decreto religioso incitando o assassinato do escritor britânico de origem indiana foi publicado em 1989. Mas por um tempo, após um longo período de batalha diplomática entre o Reino Unido, onde ele vive, e o Irã, os ânimos se acalmaram. "Retomando o decreto contra Rushdie, o Irã quer transmitir a imagem de que o livro 'Os versos satânicos' está na origem da conspiração blasfematória do mundo ocidental, na qual o filme 'A inocência dos muçulmanos' é o mais recente avatar", escreve o Libération.
Em seu editorial, o jornal francês diz que o mundo árabe vive há quase dois anos uma transformação histórica importante e deveria demonstrar uma reação menos exaltada do que ampliar o fanatismo. Os novos líderes originários da Primavera Árabe deveriam se dissociar claramente dos extremistas, recomenda o Libé.
Governo Hollande reforça cobrança de impostos
Les Echos e Le Figaro destacam em suas manchetes temas de economia. Em plena crise na França, os acionistas de empresas cotadas na bolsa de valores de Paris verão seus dividendos aumentar de 5% no ano que vem, segundo Les Echos. Se os lucros financeiros das empresas parecem escandalosos em tempos de crise, essa é uma boa notícia para o Estado francês que pretende cobrar um imposto de 3% sobre os dividendos.
Le Figaro informa que o governo estuda diminuir as vantagens fiscais e sociais dos aposentados. As restituições e isenções concedidas aos aposentados representariam um custo de 12 bilhões de euros por ano aos cofres públicos. Le Figaro reproduz o argumento do ministro do Trabalho, Michel Sapin, que afirma que entre os 16 milhões de aposentados franceses, alguns ganham muito mais do que as pessoas em atividade.

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