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20 de Setembro de 2012
Charges de Maomé são campanha contra muçulmanos, diz cartunista
Capa do jornal Charlie Hebdo publicada nesta quarta-feira (19), acirrando ainda mais os ânimos da comunidade muçulmana.
Capa do jornal Charlie Hebdo publicada nesta quarta-feira (19), acirrando ainda mais os ânimos da comunidade muçulmana.
DR
Ana Carolina Peliz

O jornal satírico francês Charlie Hebdo acirrou ainda mais os ânimos da comunidade muçulmana já bastante exaltados na última semana após a difusão do filme anti-islã, "A Inocência dos Muçulmanos". O semanário publicou nesta quarta-feira um número especial com caricaturas do profeta Maomé. A capa do jornal mostra um judeu ortodoxo empurrando um homem de turbante numa cadeira de rodas. Nas páginas internas há várias caricaturas do profeta, incluindo uma em que aparece nu.

O Charlie Hebdo já foi atacado judicialmente em 2006 por ter publicado caricaturas de Maomé e em novembro passado teve sua redação incendiada quando publicou o especial "Charia Hebdo", com o profeta no papel de editor chefe da publicação.

O cartunista Charb, editor do jornal, utiliza o princípio da liberdade de imprensa para justificar a escolha do tema. Já o cartunista brasileiro Carlos Latuff, que foi convidado a participar em 2006 do especial com caricaturas de Maomé que levou o Charlie Hebdo aos Tribunais, não concorda com Charb e acredita que as charges não são uma manifestação da liberdade de imprensa, mas de uma campanha contra os muçulmanos.

Ouça a entrevista no programa Fato em Foco.

 

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