Últimas notícias
Imprensa - 
Artigo publicado em 20 de Setembro de 2012 - Atualizado em 20 de Setembro de 2012

Jornais defendem liberdade de expressão na nova polêmica sobre as charges de Maomé

Capa do jornal francês Libération desta quinta-feira, 20
Capa do jornal francês Libération desta quinta-feira, 20
liberation.fr

Adriana Moysés

Os jornais franceses de hoje repercutem a polêmica criada com a publicação de novas charges de Maomé pelo jornal satírico Charlie Hebdo. O progressista Libération, que recebeu os jornalistas do tablóide quando a redação do semanário foi incendiada no ano passado, conta em editorial as medidas de segurança que teve de adotar para evitar que sua própria redação fosse atacada por salafistas, uma corrente radical do Islã que vem crescendo na França.

Libération defende a liberdade de expressão de Charlie Hebdo. O editorial afirma que apesar do contexto geopolítico tenso, a imprensa não pode passar a se autocensurar como se fosse a sucursal do ministério francês das Relações Exteriores. O Libé insiste que numa democracia os leitores têm o direito de escolher o que vão ler. "As pessoas que se sentem ofendidas devem recorrer aos tribunais para obter uma indenização", se for o caso.

Aujourd'hui en France questiona em primeira página até onde vão os limites da liberdade de expressão. Nas páginas do jornal, um deputado socialista Malek Boutih, que foi presidente da ONG SOS Racismo, diz que não existe assunto tabu. O deputado afirma que a maior parte dos muçulmanos franceses estão impregnados da cultura democrática. Na coluna ao lado, um historiador de religiões, Odon Vallet, filosofa e afirma que toda liberdade tem limites.

O conservador Le Figaro diz em manchete que a França está em estado de alerta. A polícia francesa se prepara para dispersar no sábado uma manifestação convocada por salafistas, uma corrente radical do islamismo, via redes sociais. O protesto previsto para acontecer em frente à sede da Grande Mesquita de Paris foi proibido pelas autoridades, mas o Le Figaro acha que manifestantes ofendidos com as charges do profeta vão burlar a proibição.
 

tags: Imprensa - Islã - Liberdade de expressão - Polêmica
Mais notícias sobre o mesmo assunto
Comentários (1)

"...uma mentira dita várias vezes.." ( GOEBBELS ).

Olá amigos da RFI, quem mexe com fogo pode se queimar esse dito popular é sempre atual e se a "imprensa marron" visa nessa ocasião onde os ânimos ardem de fúria mostrar o ímpeto da "liberdade de expressão" pondo o Estado Francês na delicada situação de comparsa a ponto de proteger suas embaixadas, ou, buscar um lucro oportuno pois bem conseguiu, ora uma vez feito o estrago quem arcará com os danos morais e materiais; Por que uma é a liberdade nos Estados Unidos onde o Senado esta REPRIMIDO pela sua Constituição, emenda 1, de deliberar acerca das OFENSAS provocadas contra a liberdade de terceiros, assim lá não há liberdade mais UM FREIO IMPOSTO PELO ESTADO. Já na França o ofendido poderá acionar o judiciário porém neste caso a OFENSA é pleiteada por milhões de pessoas. O uso da liberdade de expressão tornou-se uma faca de dois gumes.

Comente este artigo
O conteúdo deste campo é privado e não irá ser exibido publicamente.
To prevent automated spam submissions leave this field empty.
CAPTCHA
Esta pergunta serve para diferenciação entre computadores e humanos contra os ataques de spams. Automated spam submissions.
Close