25 de Setembro de 2012
Crise mundial depende de soluções políticas – diz analista
Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt.
Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt.
REUTERS/Alex Domanski
Alfredo Valladão

“É a economia, estúpido”! Esse dito definiu a campanha da primeira eleição de Bill Clinton à presidência dos Estados Unidos em 1992. Desde então, isto virou praticamente um mantra para qualquer político moderno que queira ser eleito neste mundo globalizado onde a economia está mandando em tudo. Um conselheiro de Clinton, James Carville, chegou até a brincar afirmando que na próxima encarnação ele gostaria de ser o mercado de bônus, “porque assim você pode intimidar todo mundo”. Agora, com a economia europeia parada, os Estados Unidos com dificuldades para relançar o emprego e os grandes países emergentes perdendo fôlego, tudo parece indicar que estamos de volta ao velho lema clintoniano.

Ledo engano! Depois de quatro anos de crise global, com a “marolinha” do presidente Lula se transformando em ressaca para as economias emergentes, a saída não é mais econômica. Todos os instrumentos técnicos de política financeira já foram acionados pelos Bancos Centrais, despejando trilhões de dólares nas economias em crise. A coisa ajudou a evitar um derretimento planetário, mas está longe de ter resolvido o problema.” Ouça a crônica de política internacional de Alfredo Valladão.
 

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