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26 de Setembro de 2012
Projeto de lei aprovado no Uruguai desagrada militantes pró e contra aborto
Militante pró-aborto protesta contra as condições impostas às mulheres que desejam interomper a gravidez em um projeto de lei aprovado nseta terça-feira pelos deputados uruguaios.
Militante pró-aborto protesta contra as condições impostas às mulheres que desejam interomper a gravidez em um projeto de lei aprovado nseta terça-feira pelos deputados uruguaios.
REUTERS/Andres Stapff
Maria Emilia Alencar

Os deputados uruguaios aprovaram na noite desta terça-feira o projeto que descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação. O Uruguai está perto de se tornar o primeiro país sul-americano a permitir o aborto por uma simples decisão da mulher, mas a polêmica está apenas começando, como explica o correpondente da RFI em Buenos Aires, Márcio Rezende. Ele conta que o projeto de lei desagradou militantes pró e contra o aborto.

A proposta original aprovada pelo Senado em dezembro passado estabelecia basicamente a legalização do aborto dentro das doze primeiras semanas de gestação e deixava a decisão nas mãos das mulheres, sem nenhum tipo de intermediários.

Mas na Câmara de Deputados, o partido Frente Amplio, que apresentou o projeto, não tinha votos suficientes para aprovar o texto. No final das negociações, o projeto foi alterado e a aprovação do aborto foi submetida a algumas condições, o que desagradou os grupos favoráveis à prática.

Para os militantes pró-aborto, o novo projeto é de difícil aplicação e não dá mais plenos poderes a quem decidir abortar. Por isso, mesmo a favor do aborto, dezenas de mulheres totalmente nuas enfrentaram o intenso frio para protestar em frente ao Congresso contra a lei, pedindo aborto sem intermediários.

Os opositores do projeto de lei já planejam uma campanha para pedir um referendo sobre o tema.

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