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Artigo publicado em 26 de Setembro de 2012 - Atualizado em 26 de Setembro de 2012

Greve geral na Grécia serve de advertência a Antonis Samaras

Greve geral na Grécia, nesta quarta-feira, paralisação de advertência, segundo os sindicatos, contra o governo do primeiro-ministro conservador Antonis Samaras
Greve geral na Grécia, nesta quarta-feira, paralisação de advertência, segundo os sindicatos, contra o governo do primeiro-ministro conservador Antonis Samaras
REUTERS/John Kolesidis

RFI

Apoiados pelo partido da esquerda radical Syriza, trabalhadores dos setores público e privado fazem uma manifestação no início da tarde em Atenas, contra o que eles chamam de medidas "duras, injustas e ineficazes" exigidas pela União Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI como condição à liberação de uma nova parcela do empréstimo ao país. Para receber 31,5 bilhões de euros, o governo de Antonis Samaras deverá cortar 11,5 bilhões de euros do já precário orçamento grego. Esta é a terceira greve-geral desde o início do ano e a primeira paralisação de advertência, segundo os sindicatos, contra o governo do primeiro-ministro conservador.

A paralisação é chamada de "advertência" porque Samaras ainda não decidiu sobre quais setores o corte recairá. Mas é certo que uma economia desta ordem exigirá novas reduções nos salários do funcionalismo público, nas pensões e nos programas sociais. Hoje, os serviços públicos, administrativos e os transportes devem ser profundamente afetados, além das escolas, que não abrem, e dos hospitais, que só atenderão casos emergenciais. Os controladores de voo param durante toda a manhã e, por isso, as duas companhias aéreas gregas, Olympic Air e Aegean Airlines, anularam 12 voos e reprogramaram outros 28. O transporte marítimo entre as ilhas gregas também estará comprometido.

Em Atenas, cerca de 5 mil policiais foram acionados para garantir a segurança nos protestos e evitar que que eles descambem para a violência, como aconteceu nas duas últimas greves gerais, em fevereiro. À época, enquanto o governo de coalizão então liderado por Lucas Papademos aprovava pacotes de austeridade, manifestantes e policiais se enfrentavam nas ruas de Atenas e prédios públicos eram incendiados.

Samaras tem até o próximo dia 8 de outubro, data da reunião do Eurogrupo, para anunciar a configuração do novo pacote de austeridade.
 

tags: Crise financeira - FMI - Grécia - Manifestação - Protestos - União Europeia - Zona do Euro
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