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As eleições presidenciais na Venezuela serão realizadas no dia 7 de outubro. De um lado, tentando a reeleição, está o presidente Hugo Chávez, no poder há 14 anos. Do outro está Henrique Capriles Radonski, ex-governador do estado de Miranda, que nos últimos meses vem avançando nas pesquisas de intenções de voto.
Neste programa a jornalista Elianah Jorge explica, direto de Caracas, que a campanha eleitoral é marcada pelo que os analistam chamam de "guerra suja" com ataques e calúnias.
Até agora o escândalo mais marcante foi um vídeo mostrando um deputado próximo de Capriles recebendo suborno de um empresário venezuelano, mas o caso não chegou a frear o avanço do candidato opositor.
Henrique Capriles percorreu mais de 300 municípios em uma verdadeira maratona, o que lhe garantiu pontos à frente de Chávez. O atual presidente, que passou por um longo tratamento contra um câncer, mostrou menos vigor do que em suas campanhas anteriores e viajou pouco pelo país, concentrando seus atos políticos na capital.
Os dois candidatos, no entanto, concordam com o fato de que a prioridade é combater a violência no país. A Venezuela ocupa atualmente o segundo lugar na lista dos Estados mais violentos da América Latina, perdendo apenas para o México.

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