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02 de Outubro de 2012
O século 21 pode ser do “Atlântico” e não do “Pacífico”
Comércio chinês no Malaui
Comércio chinês no Malaui
REUTERS/Ed Cropley
Alfredo Valladão

O sucesso econômico da China lançou a idéia de que o século 21 seria o “século do Pacífico”. Só que de repente, nuvens negras começam a se acumular no céu do Império do Meio. Sem falar nos problemas sérios do Japão, da Índia e, nos últimos tempos, das ameaças de conflito armado nos mares em torno da potência chinesa, cada vez mais arrogante. Pouco a pouco, outra idéia está virando moda: o “século do Atlântico”. A Comissão Européia lançou um mega-estudo associando mais de dez instituições de pesquisa de vários países atlânticos para analisar as possibilidades, as oportunidades e o futuro deste imenso oceano que vai do Pólo Norte ao Pólo Sul. (...) Os trunfos atlânticos são muitos. Apesar das crises atuais, Estados Unidos e Europa continuam sendo os dois principais mercados do planeta, representando quase dois terços do consumo mundial. E o comércio entre as duas regiões é muito mais importante do que com a China. O mercado financeiro global que garante a grande maioria do crédito para a economia internacional está fortemente concentrado em Londres e Nova Iorque. No Atlântico Sul, as recentes e imensas descobertas de petróleo e gás nas costas africanas e sul-americanas fizeram da região a maior reserva mundial de hidrocarbonetos depois do Oriente Médio. Sem falar nas recentes e impressionantes reservas de gás e óleo de xisto nos Estados Unidos e no Canadá. Ouça a íntegra da crônica de política internacional de Alfredo Valladão.

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